Paulo Onça deixa um legado, mas não usufruiu de sua arte
Falou-se muito de Paulo Juvêncio, o Paulo Onça, nas últimas horas. Sua morte, seus sucessos, mas o Paulo sambista passou os últimos anos de sua vida fazendo biscate, pedindo uma grana de um e outro amigo mais abastado.
Não se conhece sua participação nos direitos de sua obra - cantada por sambistas reconhecidos nacionalmente, nem de onde vinha tanta inspiração após um copo de cerveja.
Mas é certo que não usufruiu disso. Sua morte prematura, aos 63 anos, abalou os que o conheciam.
O encontrei várias vezes vendendo um poema, especialmente para uso em campanhas eleitorais, mas era pouco valorizado pelos amigos.
Uma vez presenciei pegar R$ 200 por um poema.
Agora, que morreu, será lembrado como "um dos maiores compositores do País".
De fato, era. Mas esse reconhecimento chega muito tarde...
ASSUNTOS: Morre Paulo Onça
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.