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Paulo Onça deixa um legado, mas não usufruiu de sua arte


Por Raimundo de Holanda

26/05/2025 18h14 — em
Bastidores da Política



Falou-se muito de Paulo Juvêncio, o Paulo Onça, nas últimas horas. Sua morte, seus sucessos, mas o Paulo sambista passou os últimos anos de sua vida fazendo biscate, pedindo uma grana de um e outro amigo mais abastado.

Não se conhece sua participação nos direitos de sua obra - cantada por sambistas reconhecidos nacionalmente, nem de onde vinha tanta  inspiração após um copo de cerveja.

Mas é certo que não usufruiu disso. Sua morte prematura, aos 63 anos, abalou os que o conheciam.

O encontrei várias vezes vendendo um poema, especialmente para uso em campanhas eleitorais, mas era pouco valorizado pelos amigos.

Uma vez presenciei pegar R$ 200 por um poema.

Agora, que morreu, será lembrado como "um dos maiores compositores do País". 

De fato, era. Mas esse reconhecimento  chega muito tarde...

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ASSUNTOS: Morre Paulo Onça

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.