O risco de a Amazônia interessar a Trump
- Com Donald Trump, o cenário internacional mudou. A lógica da força voltou a ocupar espaço. Regiões estratégicas passaram a ser vistas como ativos de interesse geopolítico.
- A Amazônia brasileira se encaixa nesse quadro. Trata-se de um território com enorme potencial mineral, energético e ambiental.
- Pensar em medidas urgentes para fortalecer a Amazônia e o Amazonas não é alarmismo. É responsabilidade. Preservar não é imobilizar, proteger não é abandonar e defender não é impedir o desenvolvimento.
Internamente, o Brasil insiste em tratar a Amazônia mais como símbolo do que como território concreto. O discurso ambiental, necessário e legítimo, passou a ser usado de forma distorcida para justificar a paralisação de projetos básicos de desenvolvimento. Estradas, obras logísticas e iniciativas de integração regional seguem travadas, enquanto a população local continua distante dos benefícios prometidos em nome da preservação.
Esse modelo não fortalece a soberania. Pelo contrário, cria vulnerabilidade. Um território pouco integrado, com serviços públicos frágeis e economia limitada, torna-se mais exposto a pressões externas, mesmo sem qualquer ameaça imediata de intervenção. Soberania não se protege apenas com discursos, tratados ou boas intenções, mas com presença efetiva do Estado e capacidade real de administrar o próprio território.
Em um mundo menos previsível e mais orientado por interesses diretos, a maior fragilidade não vem de fora, mas da omissão prolongada de quem deveria cuidar da região.
Estradas, obras logísticas e iniciativas de integração regional seguem travadas, enquanto a população local continua distante dos benefícios prometidos em nome da preservação.
Esse modelo não fortalece a soberania. Pelo contrário, cria vulnerabilidade. Um território pouco integrado, com serviços públicos frágeis e economia limitada, torna-se mais exposto a pressões externas, mesmo sem qualquer ameaça imediata de intervenção.
Soberania não se protege apenas com discursos, tratados ou boas intenções, mas com presença efetiva do Estado e capacidade real de administrar o próprio território.
Em um mundo menos previsível e mais orientado por interesses diretos, a maior fragilidade não vem de fora, mas da omissão prolongada de quem deveria cuidar da região.
ASSUNTOS: Amazônia, Trump
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.