Os chineses estão chegando e impondo seu domínio na Amazônia
- Todos satisfeitos com a informação e com a checagem, de que os chineses não compraram mina de urânio no Amazonas, mas de cassiterita.
- O que faltou questionar foi como essa transação não passou pelo Congresso brasileiro, uma vez que quem comprou a mina de Pitinga, em Presidente Figueiredo, foi o governo chinês, não uma empresa privada qualquer.
- O que houve foi uma transação perigosa: a venda de um pedaço do país para uma nação estrangeira, com ambições de domínio global.
A notícia de que a China comprou a maior reserva de urânio no Amazonas foi aparentemente desfeita pelos sites de verificação de fatos reais. A versão supostamente verdadeira é a de que os chineses adquiriram a Mineração Taboca por 340 milhões de dólares, e que apenas explorarão cassiterita, bauxita, nióbio e tântalo.
A justificativa acalmou os "nacionalistas", mas a mesma checagem revela um dado preocupante: o de que a área explorada contém resíduos de urânio que são descartados e monitorados pela Industria Nuclear do Brasil, segundo nota do Conselho Nacional de Energia Nuclear.
O problema é que ontem como hoje não há fiscalização e não se sabe se os resíduos de urânio de fato são descartados. A mesma verificação feita pelo jornal Estadão, destaca que há uma reserva de urânio muito próxima, mas que não cabe aos chineses explorá-la, uma vez que se trata monopólio da União.
Todos satisfeitos com a informação e com a checagem do Estadão, mas em nenhum momento foi feita uma verificação no local nem questionado o fato de que quem comprou a mina de Pitinga, em Presidente Figueiredo, foi o governo chinês, não uma empresa privada qualquer.
O que houve foi uma transação perigosa: a venda de um pedaço do país para uma nação estrangeira, com ambições de domínio global.
Informações para acalmar os brasileiros e supostamente mostrar a verdade, mesmo partindo de um site de checagem, não funcionam mais. Apenas produzem desconfiança de que alguém está escondendo alguma coisa.
Essa transação com a China é feita em um momento em que as potências globais estão escancaradamente expondo ideias de se apossar de novos territórios.
Ao anunciar que pretende anexar o Canadá como o 51o Estado americano, o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, não está brincando. Como não está brincando quando ameaça o Panamá e a Groelândia, aliados históricos dos Estados Unidos.
Trump deixa os chineses aliviados - agora consideram que ganharam dos americanos carta branca para invadir Taiwan e se apossar de outros territórios. Parece até combinado...
ASSUNTOS: Amazônia, china, EUA, mina de pitinga. presidente figueiredo
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.