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Os chineses estão chegando e impondo seu domínio na Amazônia


Por Raimundo de Holanda

28/12/2024 19h13 — em
Bastidores da Política


  • Todos satisfeitos com a informação e com a checagem, de que os chineses não compraram mina de urânio no Amazonas, mas de cassiterita.
  • O que faltou questionar foi como essa transação não passou pelo Congresso brasileiro, uma vez que quem comprou a mina de Pitinga, em Presidente Figueiredo, foi o governo chinês, não uma empresa privada qualquer.
  • O que houve foi uma transação perigosa: a venda de um pedaço do país para uma nação estrangeira, com ambições de domínio global.

A notícia de que a China comprou a maior reserva de urânio no Amazonas foi aparentemente desfeita pelos sites de verificação de fatos reais. A versão supostamente verdadeira é a de que os chineses adquiriram a Mineração Taboca por 340 milhões de dólares, e que apenas explorarão cassiterita, bauxita, nióbio e tântalo. 

A justificativa acalmou os "nacionalistas", mas a mesma checagem revela um dado preocupante: o de que a área explorada contém resíduos de urânio que são descartados e monitorados pela Industria Nuclear do Brasil, segundo nota do Conselho  Nacional de Energia Nuclear.

O problema é que ontem como hoje não há fiscalização e não se sabe se os resíduos de urânio de fato são descartados. A mesma verificação feita pelo jornal Estadão, destaca que há uma reserva de urânio muito próxima, mas que não cabe aos chineses explorá-la, uma vez que se trata monopólio da União.

Todos satisfeitos com a informação e com a checagem do Estadão, mas em nenhum momento foi feita uma verificação no local nem questionado o fato de que quem  comprou a mina de Pitinga, em Presidente Figueiredo, foi o governo chinês, não uma empresa privada qualquer. 

O que houve foi uma transação perigosa: a venda de um pedaço do país para uma nação estrangeira, com ambições de domínio global.

Informações para acalmar os brasileiros e supostamente mostrar a verdade, mesmo partindo de um site de checagem, não funcionam mais. Apenas produzem desconfiança de que alguém está escondendo alguma coisa.

Essa transação com a China é feita em um momento em que as potências globais estão escancaradamente expondo ideias de se apossar de novos territórios. 

Ao anunciar que pretende anexar o Canadá como o 51o Estado americano, o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, não está brincando. Como não está brincando quando ameaça o Panamá e a Groelândia, aliados históricos dos Estados Unidos.

Trump deixa os chineses aliviados - agora consideram que ganharam dos americanos carta branca para invadir Taiwan e se apossar de outros territórios. Parece até combinado...

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ASSUNTOS: Amazônia, china, EUA, mina de pitinga. presidente figueiredo

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.