Ministra Carmem Lúcia deve desculpas aos brasileiros
- O povo não é tirano, ministra. O povo é cidadão. E cidadão tem o direito de se manifestar — porque isso é democracia.
- Tirania é silenciar a sociedade em nome de uma verdade oficial imposta por quem não foi eleito.
Defender a liberdade de expressão contra essa cultura de censura disfarçada de proteção institucional é um dever da sociedade. Ministro do STF não está acima do povo. Está a serviço da Constituição — e nela, o que se protege é o debate, não o silêncio.
A ministra Carmem Lúcia disse que censura é proibida, mas logo depois chamou o povo brasileiro de “213 milhões de pequenos tiranos”. Com todo respeito, ministra, esse pensamento revela o perigo que estamos enfrentando: a substituição da liberdade pela tutela autoritária do Judiciário.
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O povo não é tirano. O povo é cidadão. E cidadão tem o direito de criticar, de opinar, de errar até — porque isso é democracia. Tirania é silenciar a sociedade em nome de uma verdade oficial imposta por quem não foi eleito.
Defender a liberdade de expressão contra essa cultura de censura disfarçada de proteção institucional é um dever da sociedade. Ministro do STF não está acima do povo. Está a serviço da Constituição — e nela, o que se protege é o debate, não o silêncio.
O povo - "esses 213 milhões de pequenos tiranos", como a senhora qualifica gente tão ordeira, mas excessivamente passiva - merece respeito e espera um pedido público de desculpas.
ASSUNTOS: Cármem Lúcia, censura, STF
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.