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A história de Hissa no PDT que não foi contada


Por Raimundo de Holanda

18/04/2016 23h33 — em
Bastidores da Política



O deputado Hissa Abrahão pode terminar costurando a fenda aberta no tecido do PDT e nas relações do Partido com o governo Dilma. Mas dificilmente manterá o controle do diretório regional  no Amazonas ou sairá candidato a prefeito de Manaus pela legenda.

Hissa chegou ao PDT não por acaso. Seu ingresso foi costurado pelo Ministro Eduardo Braga com o presidente da sigla, Carlos Luppi, com o objetivo primeiro de minar a liderança do ex-prefeito Amazonino Mendes e fugir do compromisso, feito na campanha anterior, de apoiar uma eventual candidatura de Mendes à  Prefeitura de Manaus. Segundo, assegurar o voto de Hissa à presidente Dilma na votação do processo de impeachment.

Ao votar a favor do impedimento de Dilma,  Hissa decepcionou Luppi, irritou Braga, agradou os eleitores, mas  pode ter colocado uma pá de cal no sonho de candidatura. O PDT, que havia fechado questão em torno de Dilma, estuda a expulsão de Hissa  ou, ainda tirar-lhe o comando do PDT, isolá-lo dentro do  partido e impedir sua candidatura nas próximas eleições.

Quem está rindo à-toa é o ex-prefeito Amazonino Mendes, unica liderança que ainda pode unir a legenda erm torno de um projeto de poder. Se vai aceitar as desculpas de Luppi, pela descortesia com que  foi tratado, só o  tempo dirá...

 A CARA DO SABÁ REIS

Na abertura da semana legislativa hoje, a Assembleia promete uma sessão de debates sobre a aprovação da abertura de impeachment da presidente Dilma. Oposição, PT e situação terão muito que falar, mas um deputado em especial vai ter de mudar ‘um pouco’ o discurso que até semana passada era contra o impedimento. Sabá Reis, que é liderado por Alfredo Nascimento ‘apostava’ na certeza que seu líder votaria com Dilma. Alfredo surpreendeu.

ARTHUR TORCE CONTRA DILMA

Aliados do prefeito Arthur Neto dizem que ele saiu do primeiro round do impeachment com uma certeza: não vai ter mais recursos federais para investimentos neste ano eleitoral. Primeiro porque o governo não tem mais dinheiro e a tendência é ficar com o orçamento menor a cada mês. Segundo porque seu partido mais do que nunca é olhado como inimigo pelo governo. E mesmo que não ocorra o impedimento de Dilma, a derrota na Câmara já é motivo para aumentar o ‘arrocho’ contra ele. Agora para o tucano é ‘impeachment ou impeachment’.  

 O ÓDIO DO PT

O rescaldo da aprovação do pedido de impeachment da presidente Dilma pela Câmara expõe ao avesso a hipocrisia com que o PT e seus aliados tratam a questão. Nos discursos falam de um ódio cultivado por eles mesmos, explicitado nos discursos e nas declarações de voto, porém imputado aos adversários. Nas ações buscam a ‘vingança’ contra aqueles que exerceram sua opção contrária aos interesses, e não à ideologia partidária.  

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.