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Graciela, a eterna namorada


Por Raimundo de Holanda

07/06/2025 20h34 — em
Bastidores da Política



Sem consumo, sem participação do comércio, sem permitir que lojas, agências de publicidade, grupos econômicos interfiram em nossas emoções. 

O dia dos namorados é para nós dois...

Aquela joia, aquele par de sapatos, aquela blusa que aparecem no comercial são tentativas de invasão de nossa privacidade, de impor desejos, de comprar um do outro o que não pode ser vendido: respeito, carinho.  

A troca não é de presentes, é de gestos. 

O amor é aquele que protege, que compartilha. E não há melhor troca do que um beijo, um abraço.

Ah, e as flores? Fazem sentido quando elas brotam nas cercas de nossa casa ou nas veredas por onde a gente passa.

Hoje, se tem que haver troca, quero que roas meus ossos, consumas minha carne, me desfaça em suor e gemidos. 

Serás minha canibal e todo meu coração será mordido por ti, mansamente, até parar de tanto prazer... 

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ASSUNTOS: Dia dos Namorados

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.