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AGENDA NEGATIVA

Governador 'faz teatro' para esvaziar movimento dos professores

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A greve dos professores entra no seu terceiro dia sem que o governo busque uma solução para o problema. Pelo contrário,  o governador Wilson Lima  tenta fazer frente ao movimento criando uma agenda “positiva” -  de inaugurações - que na verdade é vista como um grande circo, mal armado e que pode desabar.

O caso da solenidade de inauguração ocorrida no Hospital Delfina Aziz foi um teatro. Primeiro porque o hospital já foi inaugurado por três governadores: Omar Aziz, José Melo e  David Almeida. Segundo, porque o instituto que ganhou a concorrência para administrá-lo pode ser, a qualquer  hora, impedido de atuar.

O Ministério Público  de Contas encontrou diversas irregularidades na sua contratação pelo governo e vai pedir a devolução de R$ 8,4 milhões adiantados ao Instituto, sem contraprestação de serviço,  e propor ações de improbidade contra o ex-secretário de saúde e vice-governador Carlos Almeida, responsável pelos pagamentos.

Quer dizer, Wilson segue um caminho difícil, rumo ao cadafalso, depois de cem dias de uma administração no mínimo desastrosa.

Buscar impedir a greve por meio judicial, como fez o governador, revela falta de visão política e uma enorme incapacidade de compreender que o movimento é legítimo, apesar de a oposição do governo ao movimento se dá com base em decisão da justiça  que ignora o direito de greve garantido pela Constituição. DIREITO .GARANTIDO também aos professores.

+ BASTIDORES DA POLÍTICA

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