Bastidores da Política - Caso Alejandro vira batalha política para Arthur


Caso Alejandro vira batalha política para Arthur

Por Raimundo Holanda

08/10/2019 20h55 — em Bastidores da Política

O homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues não é mais apenas um caso de Polícia. Ganhou um componente politico explosivo. É insuflado pelos ventos do oportunismo e se espalha como um terremoto devastador para o prefeito Arthur Neto, cuja administração é chamada a explicar suposta participação de servidores e carro da prefeitura no episódio.

Arthur já enfrentou muitas batalhas, mas parece não ter ainda compreendido que esta é a batalha da sua vida.

Está em jogo a confiança que a cidade depositou nele, elegendo-o prefeito; está em jogo a sua biografia, a sua história, o legado que construiu nos mais de 50 anos de vida pública.  Tudo isso colocado em um único pacote pela relação de servidores no caso e pelo cenário politico que querem construir em cima de suas cinzas.

Arthur precisa reagir como o general de 70 anos que não olha mais mapas   sobre a mesa para saber como cercar seus inimigos , nem se comunica com sua tropa  via  fax e radares. Precisa entender que o mundo mudou - que as pessoas são outras, que os inimigos têm armas muito poderosas e querem destruí-lo.

Arthur precisa amar menos, sem se tornar pequeno; precisa sair do seu bunker, não armado, mas disposto a olhar a cidade e compreender que ela quer respostas e quer ser acolhida.

Arthur precisa voltar a ser o Arthur que conheci anos atrás: independente emocionalmente, aplicado, forte, determinado a fazer história. E Fez.

O agora é preservar esse legado, levantar e se voltar para a cidade que ele comanda, apontar erros e acertos, responsabilizar quem tem que ser responsabilizado e seguir sua trajetória.

AMEAÇA NA AMAZÔNIA

O Sínodo da Amazônia foi aberto domingo no Vaticano com uma denúncia do brasileiro Dom Cláudio Hummes, sobre a grave ameaça para “a vida na região”, pela “destruição e exploração ambiental” praticadas com conivência ou permissividade de governos e autoridades.

Para o mundo o fato já não é nenhuma novidade, tendo em visa posicionamentos oficiais do presidente Bolsonaro e de sua equipe de ministros.

Para eles, a Amazônia protegida e a Zona Franca de Manaus, que é modelo de preservação ambiental, são sinônimos de ‘atraso econômico’ para o Brasil monetarista que desejam criar.

 

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.