Projeto possibilita o mapeamento social e territorial nas ruas no Amazonas
Manaus/AM - Estabelecer minilaboratórios de cartografia social no interior do Amazonas visando povos e comunidades tradicionais foi o objetivo da pesquisa via Programa de Apoio à Pesquisa – Universal Amazonas.
A cartografia diz respeito a representação de uma área específica em um mapa com coordenadas geográficas, que é feita com a ajuda de profissionais de diferentes áreas, em colaboração com integrantes de povos e comunidades tradicionais. Os resultados desta pesquisa buscam a garantia dos direitos dessas comunidades, com a reprodução precisa do lugar em que vivem, fortalecendo as associações que ali existem.
Os minilabs de Tabatinga e Parintins funcionam como uma forma de inclusão social das comunidades locais, como já acontece nos trabalhos desenvolvidos nas unidades acadêmicas existentes em Manaus e em Tabatinga, ambas na UEA.
O projeto intitulado ‘Minilaboratórios de cartografia social e técnicas de gestão territorial no Amazonas’ é coordenado por Alfredo Wagner Berno de Almeida, doutor em Antropologia Social e professor da UEA. Ele também é o responsável pelo Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia (PNCSA), que conta com a participação de uma ampla rede de profissionais de diferentes áreas de atuação em universidades do Brasil, incentivando a autonomia dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, seringueiros, quebradeiras de coco babaçu, castanheiros, piaçabeiros, dentre outros.
Além do mapeamento social, foram inaugurados pequenos museus, os Centros de Ciências e Saberes (CCSs), como os das comunidades indígenas Kokamae e Karapaña.
No total, já foram produzidas 191 experiências cartográficas publicadas em fascículos, e que estão disponíveis no site do PNCSA (http://novacartografiasocial.com.br/). O material inclui os respectivos mapas, 70 deles em boletins informativos, e ainda 12 cadernos cartográficos, 319 mapas situacionais e 8 mapas-sínteses.
ASSUNTOS: Amazonas