CPI: Gestão do Delphina Aziz recebeu R$ 67 milhões sem prestar serviços
Manaus /AM - Membro da CPI da Saúde, o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) afirmou nesta segunda-feira, 31, durante reunião CPI, que o contrato do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), organização social (OS) que gerencia o Hospital e Pronto Socorro Delphina Aziz, recebeu R$ 67 milhões do Governo em serviços não prestados à sociedade amazonense.
A constatação do parlamentar comprova que o convênio firmado entre a OS e o Executivo é um grave dano aos cofres públicos do Estado. Segundo os cálculos de Wilker, o INDSH recebeu, de abril a dezembro de 2019, cerca de R$ 76 milhões para operar com 100% de sua estrutura, mas funcionou apenas com 37% da sua capacidade, o que equivale a uma diferença de R$ 42 milhões.
Outro levantamento feito pelo deputado foi o pagamento referente ao quarto termo aditivo para o combate do novo coronavírus (covid-19), onde o Governo pagou R$ 67,8 milhões pelos meses de abril a julho de 2020, mas de acordo com os gráficos da utilização dos leitos fornecidos pela própria OS, a taxa de ocupação não passou dos 70%, ou seja, um sobrepreço de R$ 24,6 milhões em serviços não prestados.
Somados os custos do contrato referentes ao ano passado e os quatro primeiros meses da pandemia, chega-se ao valor de R$ 67 milhões pagos pelo Governo sem a devida prestação do serviço na unidade da Zona Norte. Para Barreto, o convênio firmado pelo Executivo e a OS configura um enorme prejuízo ao bolso dos contribuintes.
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