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Cientistas do Amazonas buscam avanços no tratamento de envenenamento por serpentes

Cientistas do Amazonas buscam avanços no tratamento de envenenamento por serpentes
Cientistas do Amazonas buscam avanços no tratamento de envenenamento por serpentes

Manaus/AM - A demora para administração de antiveneno é o principal fator para o agravamento de acidentes causados por serpentes em seres humanos. Diante disso, a pesquisa colaborativa desenvolvida entre cientistas do Amazonas, Acre e São Paulo, visa contribuir para a eficácia, segurança e efetividade no tratamento de envenenamento provocado pela espécie jararaca-do-norte (Bothrops atrox).

O projeto em andamento intitulado “Avanços no tratamento ofídico: estudos pré-clínicos e clínicos, tratamentos alternativos e descentralização” analisa desde os aspectos básicos da capacidade de neutralização das toxinas das peçonhas da serpente, até o acesso ao antiveneno em áreas remotas da região amazônica. 

O coordenador do projeto no Amazonas, pesquisador Wuelton Monteiro, da FMT-HVD, explica ser necessária a implementação de um protocolo de pesquisa, que aumente a acessibilidade ao tratamento, diminuindo o tempo decorrido entre o envenenamento e o tratamento do paciente e, consequentemente, melhorando o prognóstico.

“Acredita-se que o treinamento sistemático dos profissionais envolvidos levará ao aprimoramento na classificação de gravidade dos acidentes, melhorando a definição da dose do antiveneno a uma vigilância mais ativa e sensível das reações adversas precoces ao tratamento”, disse o cientista.

Até o momento, os pesquisadores já validaram um material para treinamento de profissionais da saúde, levando em consideração os aspectos epidemiológicos e culturais da região amazônica. Já foram capacitadas, aproximadamente, 300 pessoas que atuam no interior do estado, nos municípios de Careiro da Várzea, Barcelos, Nova Olinda do Norte e Ipixuna, bem como de sete Distritos Sanitários Indígenas (DSEIs) do Amazonas. 

Doutor em Medicina Tropical, Wuelton Monteiro reforça que o envenenamento causado por serpentes exige uma intervenção rápida, com a administração de antiveneno, preferencialmente nas primeiras seis horas após a picada.

Identificar moléculas que sejam capazes de neutralizar e bloquear os efeitos do veneno da jararaca-do-norte no organismo humano também têm sido objetivos dos pesquisadores, visto que pode propiciar o desenvolvimento de medicamentos a serem usados no tratamento do envenenamento, em conjunto com o soro antiofídico. Essa parte do estudo vem sendo desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan. 

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