Morte de Xuruca foi planejada por parceiro de facção; delegado revela trama e motivação
Manaus/AM – A polícia revelou, na manhã desta terça-feira (15), detalhes das prisões de Rodrigo Nascimento Vieira, 36, João Victor da Silva Guimarães, 26, e Wellington Serafim Maximiano, 48, suspeitos de assassinar Alexandre Araújo Brandão, 37, conhecido como “Xuruca do Japiim”.
O crime ocorreu em 9 de outubro, em Florianópolis (SC), no bairro Campeche, quando Xuruca foi buscar o filho, um bebê de 1 ano e 9 meses, na casa de familiares. A criança também foi baleada e chegou a passar 10 dias internada na UTI e chegou a usar bolsa de colostomia por um tempo.
Segundo o delegado Alex Bonfim Reis, da Polícia Civil de Santa Catarina, o homicídio foi minuciosamente planejado por André Trajano Feitosa, que está foragido, e executado pelo grupo. O motivo seria a disputa por pontos de tráfico no Japiim, área comandada à distância por Xuruca. A vítima e todos os envolvidos integrava o Comando Vermelho.
“A evolução das investigações mostrou que o homicídio foi motivado por uma disputa entre membros de uma mesma organização criminosa que atuava em Manaus, especialmente no bairro Japiim, e também em Florianópolis. A vítima, após divergência interna, fugiu para Santa Catarina. Todavia, o mandante, ciente de que poderia tomar o espaço, decidiu executar a pessoa que estava lá”, explicou o delegado.
Conforme a investigação, Trajano se reuniu com João Victor e Wellington, viajou para Florianópolis e acionou Rodrigo, outro membro da facção que morava na cidade. Rodrigo foi incumbido de rastrear o paradeiro de Xuruca e descobriu que ele visitava parentes no condomínio com frequência.
“Essa pessoa alugou um apartamento e ficou monitorando até que a vítima foi ao local para visitar a família. Ciente de que ela estava lá, acionou o atirador. O atirador (João Victor) aproveitou o momento em que a vítima acreditava estar segura, em ambiente familiar, e a executou pelas costas”, disse o delegado.
Após o crime, os envolvidos se reuniram em um hotel de Florianópolis para prestar contas a Trajano. No mesmo dia, o mandante embarcou para o Rio de Janeiro, enquanto os demais retornaram a Manaus.
Depois de mais de um ano de investigações, a polícia conseguiu identificar e prender os suspeitos em Manaus. Trajano permanece foragido, com indícios de que esteja no Rio de Janeiro. Os presos foram encaminhados para audiência de custódia e devem responder pelo crime.
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