Garimpeiros de Humaitá fazem primeira venda legalizada de ouro

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11/10/2012 12h28 — em Mundo

A Cooperativa de Garimpeiros da Amazônia (Cogam), do município de Humaitá, distante 590 km de Manaus, efetuou neste mês a primeira venda de ouro, extraído do Rio Madeira, após a entidade ter recebido o licenciamento ambiental e mineral.  A cooperativa comercializou cerca cinco quilos de ouro, ao preço de R$ 481.103,15, beneficiando diretamente 93 cooperados.


De acordo com o secretário Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (Semgrh), Daniel Nava, a venda legal de ouro no garimpo do Rio Madeira tem uma grande importância social porque tira da clandestinidade dezenas de trabalhadores, que, além da garantia de emprego e renda, passam a contribuir com o desenvolvimento do Estado, a partir da geração de impostos. “É materialização do compromisso assumido pelo governador Omar Aziz de trabalhar para gerar oportunidades. Mais de três mil famílias são beneficiadas pela atividade garimpeira no Rio Madeira”, ressalta Daniel Nava.

O secretário destaca ainda a busca constante do Governo do Estado em tirar da informalidade atividades econômicas importantes, como é caso da extração do ouro, que acontece no Amazonas desde a década de 1950. Uma atividade, que de acordo com Daniel Nava, estando legalizada, terá uma grande relevância na composição das receitas dos municípios. “O rio Madeira é mundialmente conhecido como rio do ouro, exatamente por proporcionar em cada vazante uma safra anual de ouro extraída pelo trabalho dos garimpeiros e suas balsas, uma riqueza que, a partir de agora, passará a ser compartilhada com todos os amazonenses, por meio da geração de impostos.

Programa Garimpeiro Cidadão - Após a legalização da atividade de extração de ouro no Rio Madeira, o secretário estadual de Mineração anuncia para o mês de novembro a implantação do programa Garimpeiro Cidadão. A ação, segundo Daniel Nava, faz parte do plano de atividades que está sendo elaborado pela Semgrh para apoiar o trabalhador das áreas de garimpo.

“Nós estamos trabalhando atualmente num levantamento das necessidades e dificuldades de cada cooperativa, nos municípios de Novo Aripuanã, onde fica o projeto Eldorado Juma; em Humaitá, onde a atividade de garimpo é feita no leito do Rio Madeira; e também em Manicoré. Também estamos preparando um diagnóstico sobre os processos produtivos e, a partir dele, vamos propor novas metodologias, que sejam condizentes com as boas práticas ambientais e, principalmente, sustentáveis econômica e ambientalmente”, informa o secretário.

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