Protestos contra agência de imigração levam centenas às ruas nos EUA
Os Estados Unidos devem enfrentar um fim de semana marcado por centenas de protestos contra a atuação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Segundo a Deutsche Welle, mais de 300 manifestações estão previstas em todos os 50 estados do país e em Washington, D.C., dentro do movimento batizado de “ICE Fora de Todos os Lugares”, que critica as políticas migratórias do governo Donald Trump.
Os atos estão sendo organizados pelo grupo 50501 e devem ocorrer nas proximidades de centros de detenção, escritórios do ICE, prédios de governos locais e aeroportos. Um dos alvos dos protestos são as companhias aéreas que realizam o transporte de pessoas deportadas, apontadas por ativistas como parte da engrenagem das ações federais.
A mobilização ganhou força após mortes recentes envolvendo agentes do ICE. Em Minneapolis, a morte de dois cidadãos americanos, Renee Good e Alex Pretti, gerou indignação inclusive entre apoiadores do governo. Pretti, enfermeiro de 37 anos, foi baleado durante a Operação Metro Surge, que levou cerca de 3 mil agentes federais à região metropolitana da cidade.
O Departamento de Justiça dos EUA abriu uma investigação de direitos civis sobre a morte de Pretti. Outros casos citados por organizadores dos protestos incluem a morte de Geraldo Campos em um centro de detenção no Texas e o disparo contra Keith Porter Jr. por um agente do ICE fora de serviço, em Los Angeles. Ativistas denunciam um padrão de uso excessivo da força e militarização da fiscalização migratória.
No Congresso, a atuação do ICE também provoca impasse político. Senadores democratas defendem o bloqueio de recursos ao Departamento de Segurança Interna até que reformas sejam implementadas na agência. Enquanto um acordo parcial mantém parte do governo em funcionamento, os Estados Unidos enfrentam uma paralisação parcial, com novas votações previstas apenas para a próxima semana.
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