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Cerca de 30 países querem aderir ao clube dos minerais críticos, diz secretário do Interior dos EUA

Por Reuters

03/02/2026 18h32 — em
Mundo



Por Timothy Gardner

WASHINGTON, 3 Fev (Reuters) - Cerca de 30 países querem aderir a um clube de aliados e parceiros no comércio de minerais críticos para reduzir a dependência da China, disse o secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, em uma conferência nesta terça-feira.

Burgum, que também chefia o Conselho Nacional de Domínio Energético dos EUA, disse que países como Japão, Austrália e Coreia do Sul aderiram ao clube. “Temos planos de anunciar mais 11 desses acordos esta semana”, disse Burgum na conferência do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais.

Além disso, até 20 outros países têm “forte interesse” em aderir ao clube, que teria comércio e trocas isentos de tarifas e um preço mínimo para minerais, disse Burgum.

“Normalmente, os Estados Unidos são adeptos do livre mercado e não gostam de interferir nos mercados. Mas se você tem alguém dominante, que pode inundar o mercado com um determinado material, essa pessoa tem a capacidade de essencialmente destruir o valor econômico de uma empresa ou da produção de um país”, disse Burgum.

Washington tem se movimentado para compensar o que os formuladores de políticas consideram uma manipulação chinesa dos preços do lítio, níquel, terras raras e outros minerais essenciais para a fabricação de veículos elétricos, armamentos de alta tecnologia e eletrônicos.

O presidente norte-americano, Donald Trump, lançou na segunda-feira um estoque estratégico de minerais conhecido como Projeto Vault, apoiado por um empréstimo de US$10 bilhões do Banco de Exportação e Importação dos EUA e quase US$2 bilhões em capital privado que empresas privadas poderiam utilizar. O Departamento de Defesa dos EUA tem seu próprio estoque.

Burgum disse que os preços mínimos apoiados pelo clube de minerais atrairiam capital de longo prazo. “O setor privado pode se envolver e fazer investimentos em mineração e refino, sabendo que haverá um mercado e que não precisa se preocupar com a queda dos preços”, disse Burgum.


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