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Governo Trump orienta funcionários a retirar pronomes de assinaturas de email

Por Folha de São Paulo

04/02/2025 14h15 — em
Mundo



SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Diversas agências federais dos Estados Unidos orientaram seus funcionários a modificar suas assinaturas de email para que não contenham mais os pronomes pelos quais preferem ser chamados. Nesta última semana, segundo a Wired, ao menos quatro agências tomaram medidas para que os pronomes não sejam mais utilizados.

As ordens têm relação direta com decretos do presidente Donald Trump que visam extinguir esforços relacionados à diversidade e equidade no governo federal. Em seu primeiro dia de mandato, o republicano assinou documentos que pedem o fim do que seu governo chama de "programas DEI [diversidade, equidade e inclusão] radicais e desperdiçadores" e buscam restaurar "a verdade biológica ao governo federal".

No mesmo conjunto, Trump assinou o decreto que restringe, em âmbito nacional, o reconhecimento de gênero de um indivíduo. Na prática, somente os gêneros masculino e feminino devem ser considerados.

Segundo documentos internos obtidos pela emissora ABC News, um comunicado emitido pelo Escritório de Gestão de Pessoal na última quarta-feira (29) orientou os órgãos a "revisar os sistemas de e-mail da agência, como o Outlook, e desativar os recursos que solicitam aos usuários seus pronomes".

Como outro exemplo prático das novas políticas republicanas, o escritório do FBI em Quantico, no estado da Virgínia, pintou uma parede em que estavam descritos os princípios da agência para ocultar o termo diversidade. Segundo o órgão, este não é mais um de seus valores essenciais.

Na esteira da proibição do uso de pronomes em comunicações oficiais estão a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), a Agência de Proteção Ambiental (EPA), a Administração de Serviços Gerais (GSA), o Departamento de Agricultura dos EUA e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Um funcionário do CDC ouvido pela ABC News, que não quis divulgar seu nome por medo de represálias, afirmou que nunca foi orientado sobre o que deveria colocar ou não em sua assinatura de email.

Na Usaid, agência chamada de 'organização criminosa' por Elon Musk, um funcionário afirmou que, na semana passada, o órgão desativou a funcionalidade que permitia a apresentação dos pronomes. Um outro membro da GSA declarou que os detalhes também foram ocultados do aplicativo Slack, usado para a comunicação interna da equipe. O mesmo aconteceu no aplicativo Teams, usado pelo CDC, segundo um funcionário.


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