Palestinian UN Ambassador Riyad Mansour broke down in tears during an emotional speech to the UNSC, describing the “unbearable” suffering of children in Gaza. pic.twitter.com/6OPAqMhH4W
— Al Jazeera English (@AJEnglish) May 28, 2025
Durante reunião do Conselho de Segurança da ONU nesta quarta-feira (28), o embaixador da Palestina, Riyad Mansour, chorou e bateu na mesa ao relatar o impacto da guerra em Gaza sobre as crianças. Ele citou o caso da médica Alaa al-Najjar, que perdeu nove dos seus dez filhos em um bombardeio. “É um horror que a mente não compreende, que o coração não suporta”, declarou.
Mansour afirmou que mais de 1.300 crianças palestinas foram mortas e cerca de 4 mil ficaram feridas desde que Israel retomou a ofensiva militar em março. “São crianças. Crianças... Crianças!”, repetiu, visivelmente emocionado. Ele denunciou que dezenas estão morrendo de fome: “Há imagens de mães abraçando os corpos dos filhos, acariciando os cabelos deles e pedindo desculpas.” Ao lembrar dos próprios netos, ele interrompeu o discurso, dizendo: “Sei o que eles significam para suas famílias. Ver isso acontecer com os palestinos, e ninguém fazer nada, é insuportável.”
O conflito já dura 600 dias. Segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas, mais de 54 mil palestinos foram mortos. A ONU criticou o novo modelo de entrega de ajuda humanitária coordenado por Israel, que substituiu agências internacionais por uma fundação local apoiada pelos EUA. O diretor da UNRWA afirmou que o sistema “não está alinhado com os princípios humanitários fundamentais”.



