"Síndrome de vira-lata": Pocah critica desvalorização do funk no país
No Dia Nacional do Funk, celebrado nesta sexta-feira (12), a cantora Pocah, de 30 anos, falou sobre o orgulho em representar o gênero e criticou a desvalorização do ritmo no Brasil. Em entrevista à CNN Brasil, a artista afirmou que, apesar do sucesso internacional, o funk ainda enfrenta preconceito em seu país de origem. "É triste ver que, aqui, o funk ainda é tratado como algo menor. Lá fora o público canta e valoriza. Aqui, é visto como ofensivo", disse.
Com mais de 950 mil ouvintes mensais no Spotify, Pocah começou sua trajetória artística aos 15 anos, em Duque de Caxias (RJ), e transformou o funk em uma plataforma de crescimento profissional. A cantora já levou sua música a turnês na Europa e nos Estados Unidos, e destacou que o gênero foi responsável por abrir portas também fora da música: ela já atuou como apresentadora, desfilou na São Paulo Fashion Week e lançou sua própria marca de cosméticos.
Segundo a artista, o preconceito contra o funk atinge especialmente as mulheres que se destacam na cena. "O funk é meu espaço de liberdade. Falo o que penso, me visto como quero, e isso incomoda. A mulher funkeira desafia normas, e por isso é mais atacada", declarou. Ela ainda afirmou que espera ver um dia em que artistas do funk sejam reconhecidos sem ressalvas: "Quero poder contar que vencemos juntos, como movimento."
Em 2024, Pocah lançou o álbum Cria de Caxias, onde destaca as raízes do funk e a capacidade do estilo de construir e transformar. "Tudo que conquistei veio do funk. E mesmo assim, ele ainda é julgado por sua origem, não pelo que representa. O funk é nosso, ninguém vai apagar isso", finalizou.
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