Biografia de Thammy revela infância como menino e virgindade

Por Portal do Holanda

06/08/2015 8h58 — em Famosos & TV



Thamy Miranda está prestes de ter a biografia lançada e a autora do livro “Nadando contra a Corrente” falou sobre a obra.

Em entrevista a coluna “Retratos da Vida”, do jornal “Extra”, Marcia Zanelatto revelou episódios inéditos do livro.

A autora revela que Thammy teve uma infância como menino. "Na infância, Thammy sempre gostou de usar roupas de meninos. Quando tinha 4 ou 5 anos, pediu a avó um kichute. Ele, ainda criança, gostava de fazer xixi em pé. E a família procurava lidar com isso com muita tranquilidade, sem pré-julgamento. Numa das festinhas de aniversário, pediu um He-man de presente. Um dia, Gretchen ouviu de um vizinho: ‘Thammy está muito masculina, está parecendo um sapatãozinho’. E a cantora respondeu: ‘Por quê? Só porque ela gosta de brincar com os meninos na rua? Eu também gostava’. Mas para ele já era a questão do gênero”, disse a publicação. Marcia disse ainda que teve que entrevistar familiares de Thammy já que a filha de Gretchen tem dificuldade em dar detalhes.

Sobre a virgindade, Marcia conta: "No livro, Thammy conta a primeira transa com uma mulher com detalhes. Mas ela nunca fez sexo com homens. Thammy é virgem. O momento de mais intimidade que ela teve com um homem está no capítulo ‘No motel com Zorro’. Ela tinha 16 e foi para um motel após uma festa à fantasia. O namorado estava fantasiado de Zorro. Ele queria transar, mas aí ela demorou no banho para esperar ele dormir. Depois foi a vez de ele entrar no banho e Thammy fingir que estava dormindo. Eles ficaram naquela negociação para não ter penetração e não teve. Esse foi o máximo que Thammy chegou com um homem”.

A autora diz ainda como trabalhou a questão do gênero no livro para que o leitor perceba a transição feita por Tammy. "Não me refiro ao Thammy só no gênero masculino. Procurei proporcionar ao leitor a mudança exatamente junto com o que aconteceu na vida dele. Durante muito tempo, ele não sabia que o que ele vivia era uma questão de gênero. Então, ele mesmo se chamava a Thammy, a mulher. Quando ele foi construindo essa mudança e chegou ao lugar de se pensar no gênero masculino, que foi dentro de uma relação com uma das mulheres da vida dele, ele assumiu esse lugar. E essa namorada começou a tratar ele no gênero masculino. No livro, me refiro ‘a Thammy’ até o momento em que ele faz essa mudança de gênero. Isso acontece a partir dos 60% do livro, quando estava com 27 anos. Foi uma opção estética para fazer com que o leitor tenha essa sensação da mudança junto com ele”, contou.

O livro será lançado em setembro na Bienal do Livro no Rio de Janeiro.