5 motivos para amar e odiar "Em Família"

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06/06/2014 14h52 — em Famosos & TV

A novela "Em Familía" da Rede Globo chegou ao seu centésimo capítulo sem alcançar aquele sucesso esperado das novelas do horário nobre. A 49 capítulos do fim, listamos aqui cinco motivos para continuar vendo a novela, sem esquecer de outros cinco para não acompanhar o restante dela.


Por que ver Em Família?

1 ► A Helena da vez é uma das mais interessantes e bem construídas pelo autor, apesar de, diferentemente das outras, não guardar um segredo que desperte a atenção do telespectador. Passional, egoísta e com um quê de crueldade quando o assunto é a passividade do marido Virgílio, Helena conquista os telespectadores também pela arrebatadora composição de Julia Lemmertz. Os embates com a filha Luiza são o combustível que falta à história em outros momentos.

2 ► E por falar em Luiza, ela é chata e mimada? Sim, mas isso é ótimo. As filhas voluntariosas que enfrentam as mães são uma especialidade do autor. Bruna Marquezine vem mostrando uma evolução de seu trabalho e em nada lembra aquela garotinha que cresceu em frente às câmeras.

3 ► Shirley, a megera que não é megera, pode não ser uma Carminha da vida, mas dentro de uma imensidão de personagens insossos, é um alívio poder rir um pouco com as “maldades” que saem da boca da perua, sempre irônica e certeira.

4 ► O casal gay formado por Clara e Marina, apesar de não empolgar tanto, pode render boas histórias, que, inevitavelmente, também mexerão com outros personagens, como é o caso de Cadu, o marido trocado.

5 ► Juliana e Branca, as descompensadas. As mulheres à beira de um ataque de nervos são outro tipo de personagem que Manoel Carlos cria com maestria. Quem não se lembra de Heloisa, de Mulheres Apaixonadas? Dessa vez, quem assume a vaga de atormentadora de ex-marido é Branca. Já Juliana não é capaz de fazer tudo para segurar um homem, mas sim para ficar com a guarda da pequena Bia. A gente espera também que o autor não se esqueça de explicar a causa da morte da emprega Gorete, no começo da história


Por que não ver Em Família?

1 ► Você pode dormir em frente à televisão. Em sua última novela, Manoel Carlos não soube se reinventar. No ritmo da bossa nova, Em Família é um marasmo sem fim. O novelista deveria pedir umas dicas a Benedito Ruy Barbosa, que surpreendeu os telespectadores ao imprimir agilidade à  narrativa de Meu Pedacinho de Chão, sem perder suas características mais marcantes.

2 ► Novela que se preze não pode prescindir de bons vilões, e Em Família faz isso. Não há personagens cujas ações movimentem as histórias, e o marasmo, mais uma vez, volta a reinar. Shirley até começou a trama distribuindo amostras de veneno que poderiam cativar o público, mas descambou para o humor involuntário.

3 ► Gabriel Braga Nunes já teve trabalhos melhores. Ligada no automático, a interpretação do ator trouxe apatia ao galã da trama. Não se pode dizer, porém, que seu Laerte não mexa com os ânimos e os nervos das mulheres da história. Helena que o diga.

4 ► Humor ingênuo que não faz rir. No núcleo do asilo, bons atores são desperdiçados, como é o caso de Suely Franco e Betty Gofmann. O que teria de parecer engraçado soa forçado, e é uma chatice ver essa parte da novela. Zapeie! 

5 ► Merchandising social é bom, mas também cansa. Em toda novela do autor tem uma campanha, o que, no fim das contas, não deixa de ser repetitivo. Não à toa, o alcoolismo de Felipe acabou perdendo espaço na história. Bons tempos os de Santana, que ia dar aula chapada em Mulheres Apaixonadas.

E então, já tomou partido?