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Zaga do Brasil na Copa mostra talento até na construção do ataque

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DOHA/CATAR - A foquinha do Pombo Richarlison já desestabilizou a marcação da Coreia do Sul, mas a construção do terceiro gol do Brasil nas oitavas de final chamou atenção pelos jogadores que construíram a combinação com o camisa 9: a dupla de zagueiros formada por Thiago Silva e Marquinhos.

A troca de passes na entrada da área culminou com a assistência do capitão para Richarlison. Lance com um contexto incomum, mas que expõe a qualidade da dupla de defensores brasileiros nesta Copa do Mundo.

O que chamou atenção e fugiu ao script do que normalmente se passa no Brasil foi ter Marquinhos e Thiago, ao mesmo tempo, tabelando quase dentro da área. Mas essa capacidade de criação é incentivada e desenvolvida pelos dois na seleção.

"Hoje foi até um caso à parte, geralmente a gente constrói de trás, mas a bola sobrou ali. Isso mostra nossa eficiência, qualidade e entrosamento. Isso tudo ajuda num contexto como esse. Não é principal função, temos que fechar a casinha e sofrer poucas ocasiões, mas se pintar para ajudar na frente, vamos ajudar", disse Marquinhos.

Zaga brasileira monta jogadas - Foto: Reprodução

Segundo dados do site Transfermarkt, o zagueiro de 38 anos soma seis assistências ao longo de 112 jogos com a camisa do Brasil. Quase o mesmo número de gols (sete), isso porque ele é importante em lances de bolas paradas. Já Marquinhos tem quatro assistências pela seleção.

Dentro do jogo, é comum ver tanto Thiago Silva quanto Marquinhos arriscando passes para zonas mais livres do campo, acionando os pontas, por exemplo, que costumam ter o corredor para explorar. Os movimentos mesclam a orientação de Tite com o instinto do jogador de achar o timing correto para apostar em um movimento que quebre as linhas de marcação e gere um gatilho para o Brasil avançar de forma mais intensa.

A subida ao ataque para trabalhar passes mais curtos, como os que geraram o gol de Richarlison, é uma eventualidade. Mas esse tipo de ocasião vem a calhar para quem consegue tratar a bola tão bem.

"Não fazemos isso nos treinamentos. Mas ficamos ali para a segunda bola [rebote]. Vi o Marquinhos e pensei em voltar, mas fiquei e aproveitei. Estava posicionado, gritei para virar o pé para mim e achei que o Richarlison tocaria na bola, mas não tocou e o passe ficou perfeito. Teve excelente domínio e finalização fria, do jeito que o Tite pedia para ele", explicou Thiago Silva, o garçom da vez.

Ao mesmo tempo, Thiago Silva e Marquinhos representam, prioritariamente, uma tremenda segurança defensiva para o Brasil. Nos primeiros dois jogos, o time não permitiu finalizações no gol de Alisson -obviamente eles não trabalham sozinhos e dependem da pressão feita por meias e atacantes.

O único gol que o Brasil sofreu nesta Copa com Thiago e Marquinhos em campo ao mesmo tempo foi diante dos coreanos. Mas não fez a diferença para o destino do Brasil na Copa: classificação às quartas de final após a goleada por 4 a 1.

"Fomos muito felizes, foi um grande jogo da linha defensiva. Creio que no final do jogo deixamos cair um pouco, sofremos ocasiões, e fica a lição para os próximos jogos, temos que ficar concentrados os 100 minutos com acréscimos", avaliou Thiago Silva, pensando na Croácia e no que vier a seguir para o Brasil no Qatar.

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