Médico suspeito de mutilar mulheres nega que cirurgia tenha causado morte de paciente
Manaus/AM - Carlos Cury Mansilla, o cirurgião plástico acusado de mutilar mais de 30 mulheres no Amazonas e em Rondônia, foi ouvido durante interrogatório nesta quinta-feira (1º), em uma audiência sobre a morte da paciente Maria Altenizia de Lima Salles durante um procedimento cirúrgico realizado em 2010.
Em uma hora e quarenta minutos de interrogatório, Cury alegou que a paciente era obesa e negou a atribuição de sua morte aos procedimentos realizados por ele, esclarecendo que fez uma avaliação de risco com o cardiologista e anestesiologista. Segundo ele, as causas da morte indicadas no atestado foram choque séptico e pneumonia. Afirmou várias vezes que qualquer cirurgia implica riscos e negou que a complicação da paciente foi em decorrência da cirurgia.
Cury declarou que perdeu o título de cirurgião, mas que não perdeu o de médico. Fez questão de dizer que qualquer médico pode atuar em qualquer área, “se tiver capacidade para fazer”, “desde que seja responsável por seus atos”. Ele ainda revelou que ao velório da vítima, que foi bem recebido pelas filhas dela e, questionado pela juíza se ficou surpreso com a denúncia, respondeu que “sim”.
O processo terá ainda o cumprimento de algumas diligências solicitadas pelo MP e seguirá para a fase de alegações finais, antes da juíza proferir a sentença, o que deve ocorrer dentro de cerca de duas semanas.
ASSUNTOS: cirurgia, Manaus, médico, Policial