Os filhos acontecem por descuido ou porque se planeja. Mas quando eles chegam, é uma festa. Depois vêm as noites em que não param de chorar. Ai eles crescem, vão para a escola e a gente planeja o futuro que eles nem sempre compartilham. Mas os colocamos no barco e iniciamos a travessia para o horizonte possível. É o começo de uma jornada com conflitos, com nós, pais, remando contra a maré que eles criam, a correnteza que eles provocam.
É quando muitos (pais) desistem.- pelo cansaço, pela decepção e pelo fracasso.
Outros têm mais sorte - os filhos são motivo de orgulho, pela capacidade de pensar, de planejar o futuro e focar nele. Não há presente maior do que ver aquela criança que cresceu em nossos braços caminhar sozinha, movida pela ambição de conquistar o mundo - o mundo que não foi nosso, mas que sonhamos e pode ser dele (s)
Por isso, no dia dos pais, uma homenagem aos filhos que superaram nossas expectativas, que não entraram no barco em busca de um horizonte distante, mas criaram asas e voaram.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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