
No tabuleiro das eleições de 2026 no Amazonas, há peças sendo movimentadas — mas o jogo, de verdade, ainda está longe de começar.
Com o lançamento de nomes como Maria do Carmo pelo PL, a disposição de David Almeida em deixar a Prefeitura para disputar o governo, a presença constante de Omar Aziz nas sondagens e a possível candidatura de Tadeu de Souza, começa a se formar a impressão de que já existem quatro polos definidos na disputa. Mas, por aqui, anúncio é só o primeiro lance. Chegar até o fim do jogo é outra história.
O que se vê agora é o início de uma partida em que todo mundo testa o terreno, aproxima aliados, mede força e evita mostrar a estratégia antes da hora. Até abril, quando o calendário começa a impor escolhas que não têm mais volta, muita coisa ainda pode mudar.
No fim das contas, mais importante do que anunciar primeiro é chegar com apoio de verdade quando o jogo deixar de ser simulação e passar a valer. No Amazonas, a eleição até começa cedo — mas só se decide quando a aliança deixa de ser promessa e vira compromisso.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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