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CPI da Saúde não foi apenas ‘impedida’ de funcionar: o interesse público é que não prevaleceu OPINIÃO

CPI da Saúde não foi apenas ‘impedida’ de funcionar: o interesse público é que não prevaleceu

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Duas ações dos deputados da base governista na Assembléia Legislativa levaram o Poder Judiciário a tomar nas últimas horas decisões que barram  a continuidade, ao menos momentânea, da CPI da Saúde.

O custo politico da medida é alto - mas os parlamentares que moveram as ações não se importam.

O custo para o contribuinte é sabido: R$ 2,8 milhões.

O custo para a Justiça do Amazonas pode ser mensurado pela falta de baliza para as duas  decisões que tem o mesmo fundamento e a mesma origem.

Ambas passaram longe do interesse público, que os parlamentares já haviam ignorado ao  buscar conter o avanço das investigações.

A questão é essa: quem  liga para o interesse público, vergonhosamente atacado pelos que ingressaram com as ações?  O Judiciário, que coloca em xeque, com medidas contraditórias e repetitivas, a segurança  jurídica, base da crença na lei e  na ordem ?  Não.

Quem liga para o interesse publico, no caso da CPI da Saúde,  é um punhado de homens  com mandato popular, tentando fazer a diferença. E fazem, à medida que despertam a atenção dos órgãos de controle, à medida que coletam provas e indicam o caminho do dinheiro.

A CPI pode parar, mas essas investigações ganharam robustez e devem explodir a qualquer momento com outras cores, outras siglas, as mesmas que se vestem de preto, tem letreiros amarelos nas costas e costumam bater à  porta dos usurpadores do patrimônio público  ao amanhecer do dia.


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