Prezado Délcio,
Pensei muito em ir ao seu encontro hoje, depois que soube do ocorrido, mas imaginei que pouco ou nada contribuiria para amenizar a dor desse momento único que você e família estão vivendo.
Sei o quanto dói perder um filho. Essa dor ainda me devora. E faz tempo. Já se passaram 24 anos. O tempo abranda a dor, mas não cura. É como uma ferida que sangra sem parar.
A gente chora por dentro. A gente grita por dentro.
Há vozes e gestos de amigos na tentativa de mostrar que a vida continua. O que poucos sabem é que este é um momento em que até mesmo o silêncio é desesperador.
É uma dor sem cura, mas também nos mostra caminhos. E é um aprendizado.
Quando algumas luas passarem vou procurar você e levar o meu abraço. Você estará mais forte, mais resignado...
Holanda


Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

Aviso