Diminuição de desmatamento e emissões do REDD+ foi superestimada

Por Portal do Holanda

06/01/2021 16h18 — em Amazônia

Foto: Pixabay

A diminuição nos níveis de desmatamento e emissões de carbono atribuídas a projetos na Amazônia brasileira certificados por um importante programa de compensação de carbono da ONU foi bastante superestimada, de acordo com novas pesquisas.

A análise de 12 projetos voluntários do programa REDD+ (Redução das Emissões do Desmatamento e da Degradação Florestal), que atuaram na maior floresta tropical do mundo desde 2008, revela que as reduções de perda florestal alegadas não correspondem às taxas de desmatamento por não contabilizar adequadamente esforços bem-sucedidos feitos pelo governo federal e outros programas.

Pesquisadores basicamente descobriram que as reduções do desmatamento e das emissões de carbono alegadas estavam bastante exageradas devido às bases de cálculo das taxas de desmatamento que não levavam em conta outras razões de sucesso na diminuição da perda florestal alcançadas pelo governo federal.

A pesquisa, realizada por uma equipe internacional de cientistas e publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, conclui que “as metodologias aceitas para quantificar os créditos de carbono exageram os impactos na redução do desmatamento e na mitigação das mudanças climáticas.”.

Para corrigir esse problema no futuro, os pesquisadores ressaltam a “necessidade de alinhar melhor o projeto e a contabilidade do carbono em nível nacional”. Sugestões para alcançar uma contabilidade de carbono mais confiável incluem: considerar apenas os anos mais recentes de desmatamento, usar modelos mais complexos que incluam o preço das commodities agrícolas, e comparar o desmatamento a áreas similares não envolvidas em projetos REDD+.
 


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