Redução das chuvas é a principal da causa da seca no Amazonas
Manaus/AM - A diminuição das chuvas durante o último trimestre em toda a bacia hidrográfica do Estado do Amazonas, está entre as principais causas do fenômeno da vazante crítica que afeta a maioria dos 62 municípios amazonenses, segundo informações do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), com base em dados das estações hidrológicas do SGB-CPRM indicando ser essa uma vazante extrema na região.
De acordo com a Defesa Civil do Estado, 8 municípios já decretaram situação de emergência, 17 estão em situação de atenção e outros 34 em estado de alerta.
Os municípios de Benjamin Constant, Amaturá, Tefé, Uarini, Japurá, Maraã, Alvarães e Coari são os que estão em situação de emergência.
Os especialistas do SGB-CPRM alertam para a importância do monitoramento constante dos rios que compõem a bacia do Amazonas. Para eles, também, é igualmente importante o apoio das instituições de pesquisa meteorológica no que se refere ao boletim climatológico na região.
Entre os destaques feitos pelo Serviço Geológico, está a bacia do Solimões, que enfrenta um processo crítico de vazante, atingindo níveis próximos às mais extremas vazantes registradas, especialmente no trecho que se compreende entre as cidades de Tabatinga e Tefé.
“Os problemas enfrentados em decorrência deste fenômeno se referem ao transporte fluvial e o aumento do custo da cesta básica em função do maior consumo de combustível. Há também o problema de prejuízos para os produtores de itens perecíveis como, por exemplo, a atividade pesqueira. Pois os barcos frigoríficos ficaram impossibilitados de navegar”, aponta o órgão.
Outro exemplo do fenômeno da vazante histórica é o Rio Purus, no Sul do Amazonas, onde foi registrada a mínima histórica em um dos seus afluentes, o Rio Acre.
Também na capital do estado, Manaus, o processo de vazante é bastante intenso com uma descida de aproximadamente 9 metros em dois meses, o que traz prejuízos e impactos socioeconômicos.
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