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Justiça mantém cassação de vereador de Manaus por fraude eleitoral

Justiça mantém cassação de vereador de Manaus por fraude eleitoral
Justiça mantém cassação de vereador de Manaus por fraude eleitoral

Manaus/AM - O juiz Rafael Rodrigo da Silva Raposo manteve a decisão que cassou o mandato do vereador de Manaus Elan Alencar (DC) por fraude à cota de gênero nas eleições municipais. A sentença, publicada no sábado (11), rejeitou o recurso apresentado por Joana Cristina França da Costa, candidata que teve o registro indeferido por não estar quite com a Justiça Eleitoral e declarada inelegível.

Segundo a decisão, Joana teria sido incluída na chapa apenas para cumprir o percentual mínimo de candidaturas femininas exigido por lei. O magistrado destacou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já firmou entendimento de que não é necessário ouvir todas as candidatas consideradas fictícias nesses processos. Para ele, o recurso buscava apenas reavaliar provas e questões já analisadas, sem apresentar novos elementos.

A ação foi movida pelo PSB, pelo vereador Marcelo Serafim e pelos ex-vereadores Glória Carrate e Elissandro Bessa. Eles alegaram que seis candidatas do Democracia Cristã tiveram movimentação financeira inexistente ou insignificante, o que caracterizaria candidaturas fictícias. O Ministério Público Eleitoral também se manifestou a favor da cassação, apontando que a chapa apresentou apenas 28,57% de candidaturas femininas — abaixo do mínimo legal de 30%.

Na decisão de mérito, em junho, o juiz Raposo considerou que a candidatura de Joana era “manifestamente inviável” e foi usada apenas para simular o cumprimento da cota, comprometendo toda a chapa do partido. Com a decisão, além da cassação do vereador Elan Alencar, os votos do Democracia Cristã nas eleições de 2020 foram anulados, e Joana Cristina França da Costa segue inelegível.

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