Delegada detalha como suspeito aplicou golpe da casa própria em mais de 100 pessoas
Manaus/AM – Um homem de 26 anos foi preso, identificado apenas como Genilson, é suspeito de aplicar o golpe da casa própria em mais de 100 pessoas na capital. Segundo a polícia, ele mantinha uma empresa em Manaus e anunciava casas nas redes sociais para atrair as vítimas.
Além dos imóveis, o suspeito também ofertava veículos utilizando o mesmo modus operandi. De acordo com a delegada Roberta Merly, as vítimas eram levadas ao escritório do investigado e enganadas com a promessa de que, em até 30 dias, receberiam o bem adquirido. Após a prisão, elas descobriram que haviam caído em um golpe.
“O cliente entrava em contato com o escritório, ia até o local e, no ato da negociação, ele prometia que seria contemplado em no máximo 30 dias. Para isso, o cliente precisava efetuar um pagamento de entrada, que variava entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. Esse valor era vendido como garantia de contemplação, mas tudo não passava de fraude”, explicou a delegada.
Quando retornavam ao escritório para questionar, as vítimas eram informadas de que o contrato assinado se tratava de um consórcio e que haviam entendido errado a negociação.
A delegada afirma que o suspeito já acumula centenas de boletins de ocorrência e processos na Justiça. Em outra ocasião, chegou a ter a prisão preventiva solicitada, mas o pedido não foi deferido.
“Ele conseguia fechar negócios e os boletins de ocorrência começaram a se multiplicar, chamando nossa atenção. Ao pesquisar no sistema, verificamos mais de 100 registros contra essa pessoa, além de inúmeros processos na área cível, já que muitos clientes ingressaram com ações pedindo indenização por danos morais e materiais. Por isso, representamos pela prisão preventiva, que foi cumprida”, destacou Merly.
Com a prisão de Genilson, a polícia agora concentra esforços em investigar a equipe que trabalhava com ele e apura se há ligação com estelionatários de outros estados.
“Ele tinha uma equipe que atuava junto, e todos serão indiciados. Detectamos que estavam envolvidos em todos os negócios, mas ele era o cabeça. Os demais também estão sendo investigados”, concluiu a delegada.
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