Manaus/AM - A Polícia Civil do Amazonas apresentou, nesta quinta-feira (12), os avanços nas investigações sobre o latrocínio que vitimou um sargento do Exército Brasileiro no último dia 9, em Manaus. De acordo com o delegado Mário Luiz Monteiro, da Delegacia de Roubos, Furtos e Defraudações (DRFD), houve atuação integrada com a Delegacia de Homicídios e com o 38º DIP de Itapiranga para identificar e localizar o autor. “Desde o início fizemos um trabalho de integração para bem identificar e localizar o responsável”, afirmou.
Segundo a investigação, a vítima, que atualmente atuava na produção rural, mantinha relação de trabalho com o suspeito havia pouco mais de um mês. O delegado explicou que houve um desentendimento relacionado à forma de pagamento e à entrega da produção. “Vendo-se irritado, o autor tomou posse da arma de fogo da vítima e efetuou disparos contra o sargento”, declarou. Após o crime, o suspeito ainda teria subtraído a arma utilizada e o caminhão da vítima.
O delegado Aldinei Nogueira, de Itapiranga, informou que o suspeito se apresentou na delegacia na terça-feira (11), acompanhado do pai. No entanto, a versão inicial apresentada levantou suspeitas. “Notamos muitas omissões e contradições. Ele alegava legítima defesa, mas os elementos não indicavam uma apresentação espontânea válida”, disse. Diante das inconsistências, a equipe realizou diligências e conseguiu localizar a arma do crime, que estava enterrada, além de dois coletes balísticos pertencentes à vítima.
Durante o interrogatório, o suspeito confessou ter efetuado o disparo, embora tenha sustentado a tese de legítima defesa. “Em nenhum momento ele negou que tenha atirado”, destacou Mário Luiz Monteiro. A Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que foi decretada pela Justiça após audiência de custódia. “Conseguimos dar uma resposta rápida diante de um crime grave que chocou a comunidade”, afirmou Aldinei.
As investigações continuam para apurar se houve participação de outras pessoas no crime, especialmente diante de indícios relacionados à fuga do suspeito e à subtração de objetos da vítima. Segundo a polícia, o procedimento foi encaminhado à especializada, responsável pelo caso em Manaus, e o acusado permanece preso preventivamente.


