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Vereadores brigam por causa de água na Câmara

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Quase termina em briga a discussão da água como instrumento eleitoral, tema debatido nesta segunda-feira na Câmara Municipal de Manaus. O vereador Waldemir José (PT) que vem debatendo a questão diariamente foi acusado por Wilton Lira (PMDB) de usar o problema da falta de água  para fazer palanque político. Surpreendentemente, o oposicionista Joaquim Lucena (PSB) acusou o PT, na pessoa do deputado federal Francisco Praciano, de também usar a água como palanque eleitoral .

Waldemir, que enfrentava toda a bancada do prefeito Amazonino Mendes, não gostou das colocações e, quando Lucena desceu da tribuna foi tomar satisfações, referindo-se a processo que o mesmo tem na justiça eleitoral. Os dois se encararam e tiveram de ser aparteados pelos colegas. Por determinação da mesa foram para a sala de reunião atrás do plenário resolver as diferenças.

Antes da briga, Waldemir anunciou a criação do Fórum das Águas e indicando que nesta terça-feira (6) os membros vão se reunir com a comunidade do bairro Zumbi dos Palmares, na zona Leste de Manaus. Segundo ele será uma forma de mobilizar e ouvir a população diretamente  atingida a respeito do problema.

Mas o presidente da Comissão Especial da Água, vereador Wilton Lira não gostou da informação, muito menos da criação de uma nova instância, fora do âmbito da Câmara Municipal, para debater o problema. “A Comissão da Água se reuniu na quarta-feira passada e decidiu quase a mesma coisa, ou seja, levar o debate para junto da comunidade”, disse.

Para ele, portanto, não haveria necessidade nem de uma CPI, protocolizada por Waldemir na semana passada, nem do fórum para tratar da mesma questão. “A CPI teria um custo de cerca de R$ 300 mil, além disso seria usada com bandeira eleitoral”, disse Lira, sugerindo que o petista trouxesse a discussão para o âmbito da comissão nomeada pela CMM.

Waldemir tergiversou afirmando que não participa da comissão e já tem assento na Comissão de Serviços Públicos, onde a questão já foi debatida. Como extrapolou o tempo em 11 minutos, teve o som cortado pela mesa. Reclamou de viva voz da tribuna denunciando o cerceamento de sua palavra.

Quando pensava que a coisa tinha serenado, Joaquim Lucena subiu à tribuna para detonar a atitude do PT em fazer da questão da água sua bandeira eleitoral para este ano. A princípio Lucena elogiou a disposição dos vereadores no debate, mas em seguida dirigiu-se ao deputado federal Praciano: “Quando eu vejo o Praciano querendo fazer palanque eleitoral, eu não posso aceitar”!

Como Waldemir está na mesma articulação de Praciano e do deputado José Ricardo, sentiu-se ofendido com a acusação de Lucena e partiu pro revide, atacando seu ponto fraco que é a questão pendente de sua administração na Secretaria Municipal de Ação Social, cujas contas foram reprovadas pelo TCE-AM. Aí caldo engrossou e a sessão foi suspensa e os dois tiveram de sair do plenário para a sala de reuniões.
 

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