Parecer de promotora diz que Cavalcante chefia quadrilha na SMTU

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24/02/2012 9h48 — em Amazonas

O superintendente da SMTU, Marcos Cavalcante, é apontado pela promotora Tereza Cristina Coelho da Silva, como chefe de uma quadrilha que vende permissões para empresas explorarem o transporte executivo em Manaus.

De acordo com o parecer assinado em novembro do ano passado pela promotora Tereza Cristina Coelho da Silva, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), que investiga  a denúncia de  vendas de permissões de operação no transporte executivo,  Marcos Cavalcante é o chefe da quadrilha que atua num esquema de corrupção passiva na SMTU.


No parecer a promotora  afirma que desde quando assumiu a SMTU  Marcos Cavalcante, juntamente com Claudionor Proença, Júlio Mendes e Venício de Araújo  comercializavam selos que permitiam aos cooperados licitamente no transporte executivo de Manaus.

Os selos eram vendidos nos valores no início por R$ 15 mil e depois houve um aumento chegando a ser cobrado a importância de R$ 20 mil. A propina era repassada, segundo relata a promoora,  a um homem conhecido por Valdomiro, que repassava a Júlio e em seguida o montante era entregue a Marcos Cavalcante. Depois da propina   os carros voltavam para o sistema.


No parecer a promotora diz que os selos eram controlados por numeração e só eram liberados mediante a assinatura de Marcos Cavalcante. E os mesmos eram guardados no cofre da SMTU, no gabinete.

A promotora garante que a confiança na impunidade da quadrilha era tão grande que existiam recibos de compra e venda de vagas no sistema de transporte executivo, assinados por Júlio Mendes.

Para a promotora, é inegável que Marcos Cavalcante fazia parte com os intermediários de uma quadrilha.

No término do seu parecer, Tereza Cristina determina a distribuição do procedimento investigatório a uma das varas criminais e recomenda que os bens móveis e imóveis dos investigados, dentre eles Marcos Cavalcante, seja seqüestrado.

 

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