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Nejmi anuncia ajuda a 545 famílias atingidas por incêndio em Manaus

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Todas as 545 famílias afetadas pelo incêndio ocorrido nesta terça-feira, 27 de novembro, na comunidade Arthur Bernardes, no bairro São Jorge, zona oeste de Manaus, receberão ajuda humanitária de aluguel social, cestas básicas e utensílios domésticos. O anúncio foi feito pela primeira-dama do Estado e presidente de honra do Fundo de Promoção Social (FPS), Nejmi Aziz, que visitou o local do incêndio e o ginásio poliesportivo Ninimberg Guerra, onde as famílias desabrigadas foram cadastradas.


“Esta é uma orientação do governador Omar Aziz de garantir total assistência a todas essas famílias que já estavam previstas para serem beneficiadas pelo Prosamim da Cachoeira Grande. As famílias podem ficar tranquilas que o Estado vai oferecer o aluguel e os itens necessários para garantir a dignidade de quem teve a casa destruída no incêndio”, afirmou Nejmi.

 
O aluguel será pago através da Secretaria Estadual de Habitação (Suhab) e é no valor de R$ 300. As famílias que vão receber o benefício já estavam cadastradas pelo órgão, pois seriam indenizadas pela obra do Prosamim, que fará intervenção na área. A primeira-dama ainda anunciou uma ação conjunta que será desenvolvida pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Seas), em parceria com a Ouvidoria do Estado.
 
“Já acionamos a Ouvidoria para uma ação itinerante junto à Seas para a emissão de documentos de identidade perdidos no incêndio”, informou Nejmi. A Seas também é responsável pela doação de cestas básicas, colchões, cobertores e cestas básicas às famílias. Tanto a entrega dos utensílios quanto a ação de emissão de documentos será desenvolvida a partir desta quarta-feira, 28, no ginásio Ninimberg Guerra, na rua Brasília, bairro São Jorge.


Prosamim Cachoeira Grande – A comunidade Artur Bernardes está incluída no cronograma de intervenções do Programa Social e Ambiental do Igarapé de Manaus (Prosamim). A obra é da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) e vai urbanizar o trecho entre a avenida Kako Caminha e a ponte do São Jorge, retirando 2.358 famílias cujas casas estão abaixo da cota de inundação.
 

Seguindo o cronograma da Seinfra, 70 famílias foram retiradas no mês de outubro da comunidade Kako Caminha, uma área vizinha onde ocorreu o incêndio. Pelo cronograma, as habitações da comunidade Artur Bernardes seriam desapropriadas em meados de abril de 2013. A Seinfra já encerrou o cadastramento e identificou 2.182 casas dentro da área de abrangência do programa e outras 176 que não estão, mas cujas casas também estão sob o risco e por isso serão beneficiadas.

 
O investimento na intervenção no igarapé da Cachoeira Grande é da ordem de R$ 78,3 milhões. Parte dos recursos é do Governo Federal por meio da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II), com recursos do Orçamento Geral da União. A contrapartida estadual é de R$ 26,7 milhões, totalizando R$ 105,1 milhões para as obras de urbanização. Outros R$ 65 milhões serão destinados à construção de 1,5 mil unidades habitacionais e serão disponibilizados pela Caixa Econômica Federal via programa Minha Casa, Minha Vida.


Corpo de Bombeiros - Por volta das 11h30, o Corpo de Bombeiros do Amazonas controlou o incêndio que atingiu residências na comunidade Artur Bernardes. Mais de 170 bombeiros em 15 viaturas de combate a incêndio e 11 carros-pipas foram destacados para a operação. O Corpo de Bombeiros disponibilizou micro-ônibus e caminhões baú para o transporte dos bens das famílias desabrigadas, seguindo determinação da primeira-dama do Estado, Nejmi Aziz.

 
Os bombeiros vão permanecer no local fazendo o resfriamento de toda a área para evitar que o fogo volte. O comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Antônio Dias, disse que o incêndio nas palafitas se propagou de maneira rápida e a tática foi atuar com várias equipes atacando em frentes diferentes, não só combatendo o incêndio nas casas atingidas, mas resfriando as residências próximas para causar uma espécie de isolamento do fogo.

 
A primeira ligação para notificar a ocorrência foi recebida às 8h33 pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciops). Em seis minutos, uma equipe de combate ao incêndio chegou ao local. “A característica do lugar contribuiu para a rápida propagação. São casas de madeira, de tábuas ressequidas, de combustão muito fácil e rápida. Como são muito próximas, a distância da radiação do calor vai formando uma combustão por irradiação que vai propagando o fogo para as outras casas, sem precisar que a chama trisque. Esse tipo de incêndio não se apaga tranquilamente”, comentou.


Segundo Dias, a região de difícil acesso para as equipes de combate a incêndio dificultou um pouco o trabalho dos bombeiros. A comunidade Arthur Bernardes é erguida às margens do igarapé da Cachoeira Grande e o acesso só é possível pela parte terrestre. “A forma de você caminhar por essas palafitas não é fácil porque a mangueira dá curvas e vai enrolando nas estacas das casas e, muitas vezes, uma mangueira de 30 metros acaba sendo reduzida a mais ou menos dez metros”.

 
Defesa Civil do Estado – O Subcomando de Ações de Defesa Civil do Estado (Subcomandec) mobilizou agentes para atender vítimas do incêndio e enviou quatro carros-pipa para auxiliar no reabastecimento de água e apoio logístico do Corpo de Bombeiros. Hidrantes localizados na avenida Constantino Nery, nas proximidades do local do incêndio, foram usados no reabastecimento dos caminhões. Onze carros-pipa da Prefeitura de Manaus e das empresas Manaus Ambiental e Andrade Gutierrez também foram usados no apoio.

 
A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) colaborou na operação enviando seu caminhão Titam de combate a incêndio. O veículo fica no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes para situações de emergência e é operado pelo Corpo de Bombeiros.

 
Investigação da Polícia Civil – Assim que a área for liberada pelo Corpo de Bombeiros, quando não houver mais risco do fogo ser retomado, o Instituto de Criminalística da Polícia Civil vai começar a investigação para identificar as causas do incêndio, o que deve levar cerca de 30 dias para ser concluído. Não houve vítimas fatais com a tragédia.

 
“O grau de complexidade de um incêndio se avalia pela questão das perdas, principalmente as humanas. Aqui, nós tivemos perdas que podem ser reparáveis. As pessoas podem recomeçar com um pouco de apoio, do Governo do Estado e das instituições sociais. O que não se pode recuperar são as vidas e graças a Deus não houve ninguém ferido, nem dos bombeiros nem da população”, frisou Antônio Dias.

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