Trump recusa diálogo com Irã e avisa: "A paciência acabou"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (18) que ainda não decidiu se o país vai atacar o Irã, mas declarou que a “paciência acabou”. A fala ocorreu em meio à escalada do conflito entre Israel e Irã, que já deixou ao menos 248 mortos. Segundo Trump, o governo iraniano teria tentado contato com a Casa Branca, mas ele recusou a proposta de diálogo: “É tarde demais. O Irã deveria ter negociado antes.”
Na terça-feira (17), Trump levantou a possibilidade de uma ação militar americana em apoio a Israel. No mesmo dia, ele abandonou antecipadamente a reunião do G7 e publicou em suas redes sociais que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano, era “um alvo fácil”, mas que não seria eliminado “por enquanto”. A Casa Branca confirmou que Trump se reuniu com seu Conselho de Segurança Nacional para discutir a guerra e está enviando mais caças ao Oriente Médio.
Também nesta quarta, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que ataques aéreos israelenses atingiram duas fábricas de centrífugas nucleares no Irã, localizadas em Teerã e Karaj. A agência alertou para o risco de vazamentos radiativos, especialmente se as centrais de Fordow e Isfahan forem atacadas. Ambas são usadas no programa de enriquecimento de urânio iraniano e estão entre os principais alvos de Israel.
Em resposta às ameaças de Washington, o líder iraniano Ali Khamenei advertiu que qualquer ataque direto dos EUA terá “consequências sérias e irreparáveis”. Segundo ele, o Irã jamais se renderá a exigências de Trump e punições serão aplicadas a Israel. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano também alertou que uma intervenção americana pode desencadear uma “guerra total” no Oriente Médio.
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