Trump decreta que movimento antifascista é "organização terrorista"
O presidente Donald Trump assinou nesta segunda-feira (22) uma ordem executiva que classifica o movimento Antifa como uma “organização terrorista doméstica”. A medida ocorre após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, e o governo alega que o grupo utiliza “meios ilegais para organizar e executar uma campanha de violência e terrorismo” nos Estados Unidos. Apesar disso, não há evidências de que Kirk tenha sido morto por um ativista de esquerda, segundo a NBC News.
Segundo a Casa Branca, o Antifa recruta e radicaliza jovens, esconde identidades e fontes de financiamento, e age para frustrar a atuação das autoridades. Trump também afirmou que será aberto um investigação sobre o financiamento do grupo, chamando o movimento de “desastre da esquerda radical, doente e perigoso”.
O Antifa é um movimento antifascista que surgiu na Alemanha na década de 1930, em oposição ao nazismo, e se consolidou nos EUA nos anos 1980. Seus membros se concentram em combater neonazismo, supremacia branca, racismo e autoritarismo, sem buscar representação política ou cargos públicos. O grupo é conhecido por adotar táticas de confronto direto, incluindo protestos e ações contra grupos extremistas.
O movimento tem sido alvo de críticas tanto de políticos conservadores quanto de alguns democratas devido à violência em manifestações. Especialistas alertam que, apesar de descentralizado, o Antifa está envolvido em confrontos frequentes nos EUA, incluindo protestos de 2020 contra a morte de George Floyd e os atos registrados desde a invasão do Capitólio em 2021.
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