Netanyahu descarta cessar-fogo em Gaza: "Iremos até o fim"
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira (13) que a ofensiva militar em Gaza será intensificada nos próximos dias, mesmo com a libertação de reféns pelo grupo Hamas. Em mensagem publicada no Telegram, Netanyahu disse que "iremos até o fim", descartando a possibilidade de um cessar-fogo duradouro.
"Nos próximos dias, entraremos com todas as nossas forças para completar a ofensiva e subjugar o Hamas. O Hamas pode dizer: 'Chega! Queremos libertar mais dez'. Ok, tragam-nos. Nós os capturaremos e então entraremos. Mas não haverá como impedir a guerra. Podemos fazer um cessar-fogo por um tempo determinado, mas iremos até o fim", disse.
Na segunda-feira (12), o Hamas libertou o soldado Edan Alexander, que tem dupla cidadania israelense e americana. Segundo o grupo, a entrega foi um gesto de "boa vontade" ao presidente dos EUA, Donald Trump. Apesar disso, Netanyahu não autorizou nenhuma trégua em troca do refém. O jovem ficou em cativeiro por 1 ano e 7 meses após ser capturado durante os ataques de 7 de outubro de 2023.
A libertação foi mediada por representantes do Catar, Egito e Turquia, com apoio dos Estados Unidos. Em vídeo publicado na rede social X, Netanyahu aparece falando por telefone com Edan. "Todo o povo israelense está feliz por ele ter voltado para casa", escreveu o premiê. Durante a conversa, o jovem disse estar “fraco” e que espera se recuperar com o tempo.
Segundo as Forças de Defesa de Israel, Edan Alexander era o último refém americano vivo mantido pelo Hamas em Gaza. A operação de resgate contou com um corredor humanitário temporário para garantir a entrega do refém à Cruz Vermelha. Após o retorno a Israel, ele passou por atendimento médico e reencontrou a família.
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