Hamas aceita negociar plano de Trump e libertar todos os reféns
O grupo Hamas anunciou nesta sexta-feira (3) que aceita libertar todos os reféns israelenses, vivos ou mortos, em resposta ao plano de cessar-fogo proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração veio após Trump dar um ultimato: ou o Hamas aceitava o acordo até domingo (5), ou enfrentaria o que ele chamou de “inferno total”.
Segundo o comunicado, o Hamas está disposto a negociar os detalhes do plano, mas não confirmou aceitação total da proposta. O grupo também declarou que está aberto a entregar o controle da Faixa de Gaza a um governo formado por tecnocratas palestinos, com apoio árabe e islâmico, afastando-se da administração direta do território.
A proposta dos EUA prevê que o Hamas abandone as armas e receba anistia em troca do compromisso de convivência pacífica com Israel. Também inclui a libertação de quase 2 mil prisioneiros palestinos por parte de Israel, além de ajuda humanitária coordenada pela ONU e pelo Crescente Vermelho. O plano, porém, não define claramente a criação de um Estado palestino, mas sugere que esse caminho pode ser discutido no futuro.
Trump afirmou que o projeto é a “última chance” para o Hamas sobreviver e que a comunidade internacional apoia o acordo, inclusive países da Europa, o Brasil e a Autoridade Palestina. Já o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que não aceitará a formação de um Estado palestino e prometeu seguir com a ofensiva militar caso não haja acordo até o prazo estabelecido.
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