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Desfile militar na China terá de Putin e Kim Jong-un a Dilma

Por Folha de São Paulo

28/08/2025 9h45 — em
Mundo



PEQUIM, CHINA (FOLHAPRESS) - O Ministério das Relações Exteriores da China divulgou nesta quinta (28) a lista dos 26 líderes estrangeiros que, convidados pelo dirigente Xi Jinping, devem acompanhar o desfile militar da próxima quarta (3), em Pequim. Entre eles, o russo Vladimir Putin, o norte-coreano Kim Jong-un e o indonésio Prabowo Subianto.

Também estão previstas as presenças da ex-presidente da República Dilma Rousseff, que hoje dirige o Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco do Brics; o assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, e o embaixador Marcos Galvão.

A parada marca o 80º aniversário da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e na Guerra Antifascista Mundial, que é como o país descreve a Segunda Guerra Mundial. Deve apresentar os mais recentes armamentos chineses.

A lista de convidados se concentra em líderes asiáticos, muitos dos quais viajam à China para participar também da cúpula da Organização para Cooperação de Xangai, às vésperas do desfile. A entidade é voltada à segurança estratégica no continente.

Além deles, haverá representantes europeus, como o eslovaco Robert Fico, e de outras regiões, como o cubano Miguel Diaz-Canel, o zimbabuense Emmerson Mnangagwa, o iraniano Masoud Pezeshkian e o maldívio Mohamed Muizzu.

O ministro-assistente chinês do exterior, Hong Lei, procurou destacar na entrevista coletiva o número de chefes de Estado e de governo e sua "alta representatividade". O tema oficial é "Lembrando a História, Lembrando os Mártires, Valorizando a Paz e Criando o Futuro".

Segundo o think tank Brookings, de Washington, o desfile "é encenado em parte para lembrar o público internacional das contribuições e sacrifícios da China na guerra", e "a narrativa que o cerca tem a intenção de defender a ordem internacional imediata pós-guerra".

A divulgação dos nomes dos líderes foi precedida por um esforço do Japão para reduzir a presença no evento, segundo a agência Kyodo. Diplomatas teriam relatado contatos do governo nipônico com capitais europeias e asiáticas, argumentando que a comemoração tem viés antijaponês.

O porta-voz chinês Guo Jiakun reagiu dizendo que, "se o Japão realmente deseja superar questões históricas, deve confrontar e refletir sobre sua história de agressão e respeitar genuinamente os sentimentos do povo da China e de outras nações vítimas".

A lista de chefes de Estado e governo, na ordem apresentada por Pequim nesta quinta:

- Vladimir Putin, presidente da Rússia

- Kim Jong-un, ditador da Coreia do Norte

- Norodom Sihamoni, rei do Camboja

- Luong Cuong, presidente do Vietnã

- Thongloun Sisoulith, secretário-geral do Comitê Central do Partido Revolucionário do Povo Lao e presidente do Laos

- Prabowo Subianto, presidente da Indonésia

- Anwar Ibrahim, primeiro-ministro da Malásia

- Ukhnaa Khurelsukh, presidente da Mongólia

- Shahbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão

- KP Sharma Oli, primeiro-ministro do Nepal

- Mohamed Muizzu, presidente das Ilhas Maldivas

- Kassym-Jomart Tokayev, presidente do Cazaquistão

- Shavkat Mirziyoyev, presidente do Uzbequistão

- Emomali Rahmon, presidente do Tadjiquistão

- Sadyr Japarov, presidente do Quirguistão

- Serdar Berdimuhamedov, presidente do Turcomenistão

- Alexander Lukashenko, ditador da Belarus

- Ilham Aliyev, presidente do Azerbaijão

- Nikol Pashinyan, primeiro-ministro da Armênia

- Masoud Pezeshkian, presidente do Irã

- Denis Sassou Nguesso, presidente da República do Congo

- Emmerson Mnangagwa, presidente do Zimbábue

- Aleksandar Vucic, presidente da Sérvia

- Robert Fico, primeiro-ministro da Eslováquia

- Miguel Diaz-Canel, dirigente de Cuba

- Min Aung Hlaing, chefe da junta militar do Mianmar


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