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Com Netanyahu, Trump diz que quer 'tirar' 1,7 milhão de palestinos de Gaza permanentemente

Em um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, nesta terça-feira (4), o presidente Donald Trump, declarou que deseja retirar "todos" os 1,7 milhão de moradores da Faixa de Gaza de maneira definitiva. 

O presidente dos Estados Unidos já havia afirmado, também nesta terça-feira, que os palestinos não tinham alternativa senão deixar o território. Segundo ele, Gaza se tornou um lugar inabitável após a destruição causada pela guerra entre Israel e o Hamas. 

Aliado de Netanyahu, Trump norte-americano sugeriu a "realocação" dos palestinos para outros países, mencionando diálogos com líderes da Jordânia e do Egito sobre a possibilidade de recebê-los. "Espero que possamos fazer algo para que eles não queiram voltar. Quem gostaria de retornar? Só conheceram morte e destruição", afirmou.

A proposta foi rejeitada pelo Hamas, que classificou a sugestão como uma tentativa de "expulsão" forçada da população. "O povo de Gaza não permitirá que tais planos sejam concretizados", disse um representante do grupo.

O embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, criticou a proposta de remoção dos moradores de Gaza e defendeu o direito de retorno às terras de suas famílias, localizadas no que hoje é Israel. Segundo ele, grande parte da população do enclave é descendente de palestinos expulsos durante a fundação do Estado israelense e impedidos de regressar. "Se querem enviar o povo palestino para um 'lugar melhor', permitam que voltem para suas casas originais", afirmou, destacando que a prioridade dos palestinos é reconstruir Gaza, pois "é ali que pertencem".

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