Início Mundo Cientistas investigam se Ômicron surgiu em roedores
Mundo

Cientistas investigam se Ômicron surgiu em roedores

Cientistas investigam se Ômicron surgiu em roedores
Cientistas investigam se Ômicron surgiu em roedores

Cientistas investigam se a variante Ômicron teria surgido e evoluído de roedores. A teoria está sugerindo que algum tipo de animal, possivelmente um roedor, teria se infectado com o Sars-CoV-2 em meados de 2020, e após passar pelas mutações o vírus voltou a infectar a população em 2021. Essa ideia foi sustentada pelo fato de o coronavírus ser capaz de infectar animais. 

O professor de microbiologia e imunologia, Robert Garry, da Escola de Medicina da Universidade de Tulane, observou que existem sete mutações do coronavírus associadas a adaptação de roedores, e essas mudanças permitiram que o vírus infectasse camundongos, ratos e espécies relacionadas. Todas as mutações identificadas por Garry estão presentes na Ômicron, ele sustenta que se a nova variante se desenvolveu em um hospedeiro animal, sua aposta seria nos roedores.

De acordo com o Globo, o geneticista Salmo Raskin, diretor do Laboratório Genetika, em Curitiba, informou que a hipótese de zoonose reversa é possível, e apontou que há outros vírus que usam animais como reservatório para sobreviver e se mutar, antes de voltar a afetar os seres humanos. 

Segundo ele, um exemplo está o vírus da influenza, que usa aves e porcos como reservatórios animais, tornando a gripe uma doença endêmica, pois o vírus salta dos animais para os humanos. "Por isso não conseguimos acabar com a influenza, nem com as mutações que acontecem nela, trazendo a necessidade de tomarmos a vacina todos os anos", disse Raskin. 

Já a Ômicron, tem mostrado grande índice de transmissão, e, pode infectar pessoas que já foram contaminadas com a Covid-19 anteriormente, porém, não há registro de morte ou caso grave, sugerindo que a adaptação dessa nova variante seja infectar e não matar o hospedeiro, já que para sobreviver o hospedeiro precisa estar vivo. 

De acordo com Raskin, as mutações que surgem nos animais não deveriam causar grandes prejuízos na saúde dos humanos, e a maior preocupação dos cientistas é a combinação das mutações do vírus. O animal permite inúmeras mutações, e não se sabe se elas irão se adaptar no ser humano ou não. Ele pontuou que é importante manter a vigilância mesmo em momentos de baixa circulação do vírus, pois, monitora possíveis novas mutações.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?