Cientistas investigam se Ômicron surgiu em roedores

Por Portal do Holanda

07/12/2021 16h15 — em Mundo

Foto: Freepik

Cientistas investigam se a variante Ômicron teria surgido e evoluído de roedores. A teoria está sugerindo que algum tipo de animal, possivelmente um roedor, teria se infectado com o Sars-CoV-2 em meados de 2020, e após passar pelas mutações o vírus voltou a infectar a população em 2021. Essa ideia foi sustentada pelo fato de o coronavírus ser capaz de infectar animais. 

O professor de microbiologia e imunologia, Robert Garry, da Escola de Medicina da Universidade de Tulane, observou que existem sete mutações do coronavírus associadas a adaptação de roedores, e essas mudanças permitiram que o vírus infectasse camundongos, ratos e espécies relacionadas. Todas as mutações identificadas por Garry estão presentes na Ômicron, ele sustenta que se a nova variante se desenvolveu em um hospedeiro animal, sua aposta seria nos roedores.

De acordo com o Globo, o geneticista Salmo Raskin, diretor do Laboratório Genetika, em Curitiba, informou que a hipótese de zoonose reversa é possível, e apontou que há outros vírus que usam animais como reservatório para sobreviver e se mutar, antes de voltar a afetar os seres humanos. 

Segundo ele, um exemplo está o vírus da influenza, que usa aves e porcos como reservatórios animais, tornando a gripe uma doença endêmica, pois o vírus salta dos animais para os humanos. "Por isso não conseguimos acabar com a influenza, nem com as mutações que acontecem nela, trazendo a necessidade de tomarmos a vacina todos os anos", disse Raskin. 

Já a Ômicron, tem mostrado grande índice de transmissão, e, pode infectar pessoas que já foram contaminadas com a Covid-19 anteriormente, porém, não há registro de morte ou caso grave, sugerindo que a adaptação dessa nova variante seja infectar e não matar o hospedeiro, já que para sobreviver o hospedeiro precisa estar vivo. 

De acordo com Raskin, as mutações que surgem nos animais não deveriam causar grandes prejuízos na saúde dos humanos, e a maior preocupação dos cientistas é a combinação das mutações do vírus. O animal permite inúmeras mutações, e não se sabe se elas irão se adaptar no ser humano ou não. Ele pontuou que é importante manter a vigilância mesmo em momentos de baixa circulação do vírus, pois, monitora possíveis novas mutações.


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