Aiatolá ameaça atacar bases dos EUA e Israel em caso de bombardeio ao Irã
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, declarou neste fim de semana que bases militares norte-americanas e israelenses serão atacadas com força total caso o país seja bombardeado. A ameaça foi feita em meio à onda de protestos internos que já deixou mais de 115 mortos, segundo organizações de direitos humanos, e ampliou a crise política e econômica que atinge o país.
Os protestos, iniciados em Teerã e espalhados por todas as 31 províncias iranianas, têm como principais motivações a desvalorização da moeda nacional, o agravamento da crise econômica e o pedido de renúncia de Khamenei. Para conter a mobilização, o governo impôs um apagão nacional da internet, isolando os manifestantes e dificultando a comunicação com o exterior.
"Sejamos claros: em caso de ataque ao Irã, os territórios ocupados [Israel], assim como todas as bases e navios dos EUA, serão nossos alvos legítimos", disse o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, em entrevista à Reuters.
O governo norte-americano, liderado por Donald Trump, condenou a repressão violenta contra os manifestantes e afirmou que está “pronto para apoiar o povo iraniano”. Autoridades de Washington também alertaram que qualquer ataque contra civis será respondido com medidas severas.
Em resposta às ameaças de Khamenei, o Departamento de Estado declarou que os EUA não recuarão diante de intimidações e que manterão tropas e bases na região em estado de alerta. Ele ainda chamou os protestantes de "sabotadores" e garantiu que combaterá a todos.
Impactos regionais
A crise interna iraniana, somada às ameaças contra os EUA e Israel, aumenta o risco de um conflito regional de grandes proporções, com reflexos imediatos no mercado internacional de petróleo e na estabilidade política do Oriente Médio.
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