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Brasil se une às buscas de submarino desaparecido na Argentina

Por Agência O Globo

18/11/2017 19h11 — em
Mundo



BRASÍLIA — A Marinha brasileira se uniu aos esforços de busca pelo submarino argentino desaparecido desde quarta-feira com 44 tripulantes a bordo no oceano Atlântico, enquanto aviões de cinco países se somaram à procura na costa da Patagônia. Neste sábado, foram enviados para a área de buscas três embarcações brasileiras: o Navio Polar Almirante Maximiniano, que se deslocava para Estação Antártica Comandante Ferraz; a Fragata Rademaker, que regressava de uma operação com a Armada do Uruguai; e o Navio de Socorro Submarino Felinto Perry, que desatracou da Base Almirante Castro e Silva, no Rio de Janeiro.

O Polar Almirante Maximiniano será o primeiro navio brasileiro a chegar na área, por volta das 5h manhã de domingo (horário de Brasília). Em nota, a Marinha ressalta, ainda, “que presta apoio ao serviço de busca e salvamento da Marinha Argentina e emprega todos os esforços para contribuir com o sucesso nas buscas ao submarino”.

Mais cedo, a Marinha da Argentina elevou o nível de alerta e ampliou a busca pelo submarino ARA San Juan, de fabricação alemã, que perdeu comunicação com a base na zona do Golfo de San Jorge, quando se dirigia da Base Naval de Ushuaia, no extremo Sul da Argentina, para Mar del Plata. No Vaticano, o Papa Francisco encorajou os esforços de busca e ofereceu sua “fervente oração” pelos tripulantes num telegrama enviado pelo secretário do Estado do Vaticano, Pietro Parolin.

O porta-voz da Marinha, Enrique Balbi, disse que ao declarar estado de busca e resgate, a área de rastreamento foi ampliada, e outras unidades foram alertadas. Balbi informou neste sábado que cerca de 80% da área foram vasculhadas. Aviões de Chile, Uruguai, Brasil, Estados Unidos e Reino Unido estão cooperando na busca. Um avião da Nasa, a agência espacial americana, também se somou ao grupo.

— Há três navios no local e outros sete em trânsito, o que significa implementar mais meios e aceitar toda a assistência possível e necessária — disse Balbi numa entrevista coletiva em Buenos Aires.

A principal hipótese para o desaparecimento é uma falha elétrica que esteja impedindo a comunicação com terra.

— Nós não sabemos se o submarino tem propulsão ou se está à deriva — disse Balbi. — O tempo não é bom, na zona há uma tempestade com ondas de seis metros, isso dificulta muito.

O submarino desapareceu a 432 quilômetros do litoral do Golfo de San Jorge. Segundo o almirante Gabriel González, comandante da Base Naval de Mar del Plata, com a maior parte da superfície da área onde a embarcação poderia se encontrar já vasculhada, a operação começa a focar em buscas submarinas.


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