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Empresa de Virgínia Fonseca é alvo do MP por não entregar produtos

Por Portal Do Holanda

10/10/2025 8h33 — em
Famosos & TV


Foto: Reprodução Instagram

A WePink, empresa de cosméticos de Virgínia Fonseca, está sendo alvo de uma ação civil públicamovida pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). A iniciativa, protocolada na quarta-feira (8), visa coibir práticas abusivas contra os consumidores.

O MP fundamenta a ação em um elevado número de queixas contra a empresa. Somente em 2024, a WePink acumulou mais de 90 mil reclamações na plataforma Reclame Aqui. Adicionalmente, o Procon Goiás recebeu 340 denúncias formais entre 2024 e 2025.

A investigação conduzida pelo MP identificou diversas irregularidades na operação da empresa, consideradas práticas abusivas: como atraso excessivo, dificuldade de reembolso, produtos com defeito e não entrega de produtos.

O promotor de Justiça Élvio Vicente da Silva incluiu na ação a declaração de um dos sócios da empresa, Thiago Stabile. Na fala, ele admitiu publicamente que a WePink realizou vendas sem possuir estoque suficiente, atribuindo a falha ao rápido crescimento: “A gente saltou de 200 mil faturamentos por mês para 400 mil faturamentos por mês. De fato, tivemos um problema de abastecimento, porque a gente cresceu muito rápido. Algumas vezes, (sim) demora, porque algumas matérias primas acabam, porque a gente vende muito.”

Para o promotor, essa declaração configura publicidade enganosa e evidencia má-fé contratual.

Em um caso específico, mencionado em um Auto de Infração do Procon Goiás (datado de 26 de agosto de 2025), uma cliente esperou sete meses pela entrega de um produto que nunca chegou, tendo o reembolso recusado pela empresa.

O Ministério Público de Goiás solicitou a tutela de urgência para que a WePink tenhas novas livespromocionais suspensas até que todas as entregas pendentes sejam normalizadas. Além disso, o órgão pede a criação de um canal de atendimento humano com resposta inicial em, no máximo, 24 horas; implementação de um mecanismo simplificado para cancelamento e reembolso, garantindo a devolução dos valores em até 7 dias; entrega imediata de todos os produtos já pagos e aplicação de multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento das determinações.

Adicionalmente, o órgão requer uma indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 5 milhões, recurso que seria destinado ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor (FEDC). O MP também pede uma indenização individual para permitir que os consumidores lesados busquem reparação por danos morais.


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O Portal do Holanda foi fundado em 14 de novembro de 2005. Primeiramente com uma coluna, que levou o nome de seu fundador, o jornalista Raimundo de Holanda. Depois passou para Blog do Holanda e por último Portal do Holanda. Foi um dos primeiros sítios de internet no Estado do Amazonas. É auditado pelo IVC e ComScore.

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