Empresas alemãs dão notas baixas à política econômica do governo, diz instituto Ifo
Por Maria Martinez
BERLIM, 5 Fev (Reuters) - As empresas alemãs deram uma nota baixa à política econômica do governo, informou o Instituto Ifo nesta quinta-feira, exigindo menos burocracia e reformas tributárias como prioridades máximas.
As empresas atribuíram uma nota média de 4,2 à política econômica do governo, segundo uma pesquisa do Ifo. No sistema de notas escolar alemão, 1 é a melhor nota e 6 é a pior.
“Atualmente, as empresas não veem praticamente nenhum progresso em questões importantes da política econômica”, disse Klaus Wohlrabe, chefe de pesquisas do Ifo. “O veredicto é, portanto, negativo.”
A política social e previdenciária recebeu a nota mais baixa, 4,6, disse o Ifo.
As empresas classificaram as políticas de mercado de trabalho, industrial, energética e climática entre 4,1 e 4,2, enquanto a política fiscal, bem como a infraestrutura e a digitalização, tiveram uma pontuação ligeiramente melhor, com 4,0.
A crítica foi amplamente compartilhada entre os setores, disse o Ifo, com notas médias na indústria e nos serviços variando de 3,8 a 4,5. Nenhum setor classificou a política econômica do governo como “boa” em média, e mesmo os melhores resultados ficaram apenas na faixa “satisfatória”, tendendo para “suficiente”, acrescentou.
Questionadas sobre onde as autoridades deveriam se concentrar, 40,4% das empresas citaram a redução da burocracia e da regulamentação como a principal prioridade, disse o Ifo.
As reformas tributárias e alfandegárias vieram em seguida, com 37,1%, enquanto 24,6% apontaram o mercado de trabalho e os trabalhadores qualificados e 23,3% a política energética.
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