Das 13 crianças, 10 recebem alta após suspeita de síndrome respiratória em Manaus
Manaus/AM- A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) orienta pais e responsáveis por crianças para adotarem medidas de prevenção a situações que possam gerar risco de contato com os vírus da gripe Influenza B e o Vírus Sincicial Respiratório, causadores Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
De acordo com a secretária executiva adjunta de Atenção Especializada da Capital, Denise Machado, as crianças com faixa etária de 0 a cinco anos estão mais vulneráveis à doença por estarem em processo de formação da imunidade do organismo.
Ela elencou cinco principais ações de prevenção aos dois vírus ou outras doenças oportunistas, como lavar as mãos com água e sabão, especialmente, antes das refeições, após tossir, espirrar ou quando for pegar a criança; não levar as mãos sujas aos olhos, nariz e boca; além de não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal dos adultos com as crianças.
Outras medidas que devem ser adotadas pelos cuidadores de crianças para evitar a doença são: cobrir a boca quando for tossir ou espirrar; limpar o nariz com lenço descartável e, por final, evitar a exposição de crianças em locais fechados de grandes aglomerações, como shoppings e centros comerciais sem ventilação.
Sintomas da doença
O presidente da Fundação de Vigilância Sanitária (FVS), órgão vinculado à Susam, Bernardino Albuquerque, explicou os principais sintomas da síndrome respiratória aguda grave nas crianças, como tosse seca e coriza, dor muscular, de cabeça e na garganta, febre alta e cansaço além de dificuldade para respirar.
Das 13 crianças que estavam com suspeita da SRAG no Hospital Pronto Socorro Delphina Aziz, desde a segunda semana de abril, 10 foram liberadas após o sucesso no tratamento. As outras três crianças foram transferidas para Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) com a notificação da síndrome respiratória aguda grave. Desde o dia 20 de abril, não houve registro de morte por suspeita da síndrome em Manaus.
Medidas adotadas
Além de adotar o protocolo padrão para o atendimento aos casos de SRAG, a Susam também definiu pelo menos cinco ações para melhorar a recepção às crianças com suspeita da doença, como o reforço no plantão pediátrico com a ampliação dos leitos nas enfermarias dos hospitais de Manaus; a criação de um grupo itinerante de monitoramento das ações (médicos e enfermeiros) nos hospitais.
ASSUNTOS: crianças, Manaus, Síndrome Respiratória Aguda Grave, Amazonas