Confronto entre facções que deixou 17 mortos é o maior da história do Amazonas

Por Portal do Holanda

30/10/2019 12h18 — em Policial

Foto: Altemir Coelho/Portal do Holanda

Manaus/AM - O confronto entre as facções criminosas FDN e CV e a Polícia Militar, que deixou 17 mortos na madrugada de hoje (30) entrou para a história como o maior confronto policial do estado. Segundo o secretário de segurança, as primeiras movimentações começaram ainda por volta das 22h dessa terça (29), com denúncias de que membros da FDN estariam invadido o Beco JB Silva para tomar bocas de fumo de integrantes da CV.

Equipes da Rocam teriam ido ao local para averiguar o caso. Ao chegarem foram recebidas a tiros por um homem que usava tornozeleira eletrônica, ele foi abatido imediatamente.

De acordo com Bonates, outros criminosos que já estavam escondidos em pontos estratégicos do local começaram a atirar e o confronto se intensificou:

“Em várias casas tem marcas de balas, comprovando o confronto com a força do Estado. Eles estavam indo lá para confrontar o outro grupo para tomar a área”, declarou .

O secretário afirma que não foi possível precisar a quantidade de criminosos que participavam da ação, mas 17 acabaram sendo atingidos e morreram em hospitais:  “É humanamente impossível contar quantas pessoas estavam ali quando vc está com uma arma apontada pra você. Muitos deles estavam escondidos embaixo das casas, não sabemos quantos fugiram.

O tiroteio durou horas e encerrou por volta das 3h. Cerca de 60 agentes participaram da operação, mas nenhum ficou ferido, o que ele atribuiu ao bom treinamento dos PMs. No fim, 17 armas foram apreendidas. Questionado sobre a matança, Bonates foi enfático em dizer que a polícia vai reagir sempre que for atacada: “Se eles vierem trocar tiros com a polícia, infelizmente seus entes queridos irão chorar suas mortes”.

Sobre uma possível retaliação das facções, a polícia garantiu que vai continuar nas ruas e que não teme uma possível resposta dos criminosos. Ele encerrou dizendo que a PM não cometeu nenhum crime ao executar os envolvidos e declarou: “A polícia não mata, ela intervém tecnicamente, mas pode haver o óbitos”.