Bastidores da Política - O roxo, a cor da morte, a nova fase  da pandemia no Amazonas


O roxo, a cor da morte, a nova fase da pandemia no Amazonas

Por RAIMUNDO DE HOLANDA

04/01/2021 21h28 — em Bastidores da Política

  • A fase roxa apontada pela diretora da FVS, é o mais grave estágio de uma pandemia, admissão do caos e da incapacidade de preservar vidas, de meios de contaminação sobre os quais não existe controle...

O anúncio de que o Amazonas está passando da fase vermelha para a roxa, feito pela diretora-presidente da Fundação de Vigilância Sanitária, Rosemery Pinto,  sinaliza para um  quadro de crise de saúde pública com o total descontrole da pandemia e um crescente número de mortes.

Já estão morrendo em média, por Covid 19, diariamente, 22 pessoas, numero que pode triplicar já na próxima semana.

A fase roxa apontada pela diretora da FVS, é o mais grave estágio  de uma pandemia, admissão do caos e da incapacidade de preservar vidas, de meios de contaminação sobre os quais não existe controle, um avanço espetacular da doença sobre o rebanho que chegou-se imaginar  imunizado depois da primeira onda da doença. 

O tratamento precoce também sugerido  tem obstáculos: os remédios mais eficientes custam caro e estão em falta nas farmácias. Por sua vez, o governo não os tem em quantidade para abastecer a população doente.Quer dizer, o quadro  se   agrava a cada dia e, pelo que foi extraído ontem da entrevista da diretora da FVS, não há  mais nada a fazer doque o que feito.

CIDADE FICOU DESERTA E TRISTE

Perdi a conta de quantos amigos foram engolidos por essa pandemia de  Covid 19, os vizinhos que  nunca mais acenarão da  janela, o homem de muletas que eu esbarrava  todo dia na esquina  e pedia dele, pela vigésima, vez desculpa. Ele me olhava e sorria. Ontem perdi outro amigo, o Agnaldo.  Nunca mais vou vê-lo. Manaus  ficou deserta e triste.

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.