A disputa pela prefeitura de Manaus deve ganhar "calor" nas próximas horas. O lado obscuro dos candidatos será mostrado para os eleitores, que terão a oportunidade de avaliar como eles se comportam na vida privada, ou misturam público com privado. É parte de uma guerra pelo poder.
Se de um lado isso vandaliza o debate político, que deveria ser educado e respeitoso, de outro facilita que os eleitores conheçam o passado e o presente de cada um deles. E o eleitor deseja e quer conhecer "o que eles fizeram no verão passado..."
DERRETENDO COMO GELO
O deputado Amom Mandel continua derretendo e há um risco real de terminar em quarto lugar nesse primeiro turno. O candidato do Cidadania acenou com uma mudança de estratégia na sexta - feira, depois que as pesquisas mostraram seu declínio, mas logo em seguida voltou a entrar num grande buraco - que não está no bueiro mal cuidado, mas na estratégia equivocada de uma campanha que esconde o jovem idealista das disputas de 2022, e no seu lugar aparece uma figura estranha, sombria, mostrando miséria, fome, pobreza, sem apresentar soluções.
O que espanta é que Amom, com uma inteligência acima da média, não consegue sair do mundo paralelo que ele criou, o que retira dele a capacidade de ouvir, de reavaliar conceitos e compreender que não participa de um show mórbido, mas de uma disputa, da busca de poder.
Evidentemente que ainda há tempo para uma reação, mas esse tempo está esgotando.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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