Um leitor escreve dizendo que ando com os miolos moles. Foi até cordial, considerando comentários diários no meu WhatsApp com ofensas impublicáveis. Ele discorda da abordagem da coluna sobre os candidatos a prefeito de Manaus e a posição de cada um nas pesquisas. Em parte tem razão. Acho que perdi alguns neurônios com esse calor de quase 40 graus. Minha capacidade cognitiva certamente caiu a nível considerável. Estou mais impaciente, mais apressado, mais irritado.
Mas devo admitir que a crítica que ele fez me agradou. Gosto de ser contestado e tenho especial admiração por aqueles que têm outra linha de pensamento, que possuem argumentos e os colocam sobre a mesa. Isso me ajuda a melhorar e até a reavaliar conceitos.
Mas vamos lá. A coluna de ontem teve efeito na campanha de Amom. Ele postou um vídeo nas redes sociais com uma nova abordagem e direcionando sua ofensiva contra aquele que de fato é o seu adversário. Alberto Neto segue o mesmo caminho...
Acompanho o desempenho dos candidatos como mero espectador de um jogo. Como todo torcedor dou pitaco, aponto falhas, o que não significa que eu entenda de política ou de futebol. Mas sei quem joga bem, quem sabe mexer as pedras ou tem capacidade de, mesmo estando atrás, avançar sobre a linha de chegada.
Por isso entendo que o segundo turno, com os atores apontados pelos pesquisadores, não está definido. Não apenas porque o primeiro turno ainda não ocorreu, mas porque tem candidato se reinventando e com força para desfazer prognósticos antecipados.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

Aviso